segunda-feira, maio 17, 2010

Amigos dos amigos


Este, de facto, é um grande desafio:
-Conhecer os amigos dos amigos.
Aqui tem de existir uma grande estratégia. Porquê?
Para não corrermos o risco de nos tirarem mal a pinta e passarmos por totós, ou algo pior.
Temos de ter em conta que aquelas pessoas não nos conhecem. Logo, usar as piadas e as conversas da treta que usamos com os amigos, ficarão descontextualizadas e ficarão a olhar para nós e pensarão se somos estúpidos, ou se apenas estamos a tentar integrar-nos (nota: apenas muito poucos pensarão esta última parte).
No entanto, grande parte do primeiro impacto depende de como e onde somos apresentados.
Se nos convidarem para um jantar com umas 10, 20 pessoas, onde só conhecemos o nosso amigo, não é fácil. Pior ainda se ele se esquecer de fazer a ponte.
E lá ficamos no nosso lugar, com toda a gente a divertir-se à nossa volta e nós a tentarmos integrar-nos sem fazermos figurinhas de parvos, até porque a primeira impressão coloca-nos logo um selo na testa de "fixe", ou de "pessoa a evitar". Normalmente, as primeiras palavras serão:
-"Podes passar-me o vinho?"
Como estamos em desvantagem e a jogar fora, sentimos um apertozinho na barriga (também pode ser gases, mas isso só dará jeito se estiverem a beber copos numa casa só com gajos e se o anfitrião der o mote para tal).
O que é certo e palhaçadas à parte, é que ficamos numa situação constrangedora, por não conhecermos ninguém e querermos que fiquem com uma boa ideia de nós, que nos conheçam e gostem de estar conosco.
Até podes conhecer umas amigas jeitosas, mas não sabes se tem cobridor, nem se está atrás de ti.
Aqueles que vão com a namorada a uma festa de amigos dela, não será muito melhor.
Corre-se o risco de ficar agarrado a ela, seguindo o processo "não conheço mais ninguém, vou apalpar a mulher" e ficas conhecido como o totó-que-não-largava-a-namorada-com-medo-que-a-roubassem.
Aqui, no grupo de amigos dela, corres, ainda, o risco de te cruzares com o gajo que anda de olho nela e com aqueles que já conheces e te sorriem, mas que cagam em ti e querem ver-te pelas costas. O pior é que não sabes quem é o filho de corno que anda a tirar-lhe as medidas e a preparar-se, nem quem são os cabrões cínicos.
As amigas dela, que vais conhecer também não ajuda. Basicamente, estás a conhecer as gajas que a partir desse dia não serão comidas por ti. O jantar passa a ser uma "bye bye pussy party".
O que fazer para salvarmos a honra do convento?
Como mostrar ao pessoal que não conheces que és porreiro e divertido e que vale a pena apostarem em ti?
Simples. Bebam.
Um copo ajuda sempre, até porque trata-se de um acto social e mesmo que não resulte, das três uma:
-ficou tudo na mesma, mas pelo menos bebeste um copo.
-conheceste pessoal fixe e achas que estás bem lançado e sentes-te integrado aos poucos
-conheceste os outros bebedos que lá estavam e durante essa noite integraste-te com eles, nem que para tal tenhas sacrificado a manhã seguinte (ressaca, para os leigos)
Diga-se em abono da verdade que quer estejas com os copos, quer estejas sóbrio, os bebedos, serão, certamente, algumas, senão as primeiras, pessoas que vais conhecer nessa noite.

Enfim, temos de ir, sim, com pensamento positivo. E mesmo que as pessoas não te liguem muito, que a cerveja seja barata.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, maio 05, 2010

Mamas e decotes


Antes de mais, as minhas desculpas pelo período de ausência de posts actualizados.
"Venho-me" cá todos os dias, mas não tenho tido tempo para postar. E para postar sem qualidade, ou com qualidade ainda mais abaixo do esperado, prefiro não postar e manter o nível fraquinho a que já vos habituei.
Ainda ontem reparei numa coisa estranhíssima e em mais uma incoerência das mulheres.
Compram camisolas com grandes decotes, mas sentem-se ofendidas quando apanham os gajos a olhar para as mamas.
E eu pergunto:
-Mas que merda de feitio vem a ser esse?
Compram uma camisola decotada para quê? Para ser apenas a proprietária da mesma a única pessoa a olhar para o decote? Ainda não conhece as mamas que tem?
Não percebo.
Se usam decotes, é porque querem mostrar ao mundo as maravilhas que têm.
Se não querem que ninguém fique especado a olhar, não usam decotes.
A não ser que gostem de areja-las. Assim já compreendo.
Mas bolas. Eu também gosto de arejar os tomates e não ando por aí só em boxers largos com o badalo a dar a dar.
Tenho a minha casa, ou se tiver sorte, a casa de uma gaja escultural, para isso.
E estou com um amigo meu, quando fica hipnotizado a olhar para o decote alheio.
Se está ali é para olhar.
Deviam ficar lixadas, sim, se ninguém olhasse. Certamente não seria bom sinal - ou eram duas borbulhas, ou estariam a apontar para o chão (hum, mesmo assim eu olhava).
Não se riam, ou vão dizer que se a Odete Santos aparecesse nua à vossa frente desviavam o olhar. Desviavam depois de terem visto. Porquê?
Simples. Porque se a nossa vida correr mais, ou menos bem e tivermos sorte conseguimos sempre alguém melhor, ou pelo menos ligeiramente melhor, do que a Odete Santos. Logo, ver um corpo nu como o da Odete é algo que não se vê todos os dias (felizmente) e por isso mesmo desperta a atenção.
Não quer dizer que fosse lá chafurdar (a quem estou eu a tentar enganar? Se a fominha apertasse, chamava-lhe um figo), mas pelo menos via algo diferente.
Eu gosto de ver besouros, mas não é por acha-los bonitos. É porque não os vejo todos os dias.
Por isso, decidam-se.
Ou querem mostrar as mamas, ou não querem.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

quarta-feira, abril 28, 2010

Carlos a montar


Feitas as apresentações, aqui está o Carlos a andar a cavalo.
Antes que comecem a pensar que sou sádico, posso assegurar que o cavalo está bem.
Eu não critico o cavalo.
Estava a ser montado por um gajo mais sensível, digamos assim. O que esperavam? que o cavalinho ficasse contente?
O certo é que ele disse que não montava há muito tempo. Acredito. Há muito tempo que passou a ser montado e perdeu a prática.
O gajo a pensar que era estrela e tal como todas as gajas quis mostrar que adora cavalos.
Essa é uma moda que nunca percebi.
Dizer que gostamos de cavalos parece que nos coloca num patamar de sensibilidade e de aceitação por toda a sociedade.
É bonito dizer que gostamos de cavalos.
"Oh grande mestre Almancil, por que é bonito dizer que gostamos de cavalos?" - dirão vocês.
Não faço ideia.
Imaginemos um concurso do género das misses para apurar quem é a pessoa mais porreira de uma comunidade abafadora:
-"Eu gosto de ler, ir ao cinema teatro e adoro crianças." - diria a 1ª pessoa.
-"Eu gosto de vinho tinto, dou arrotos muito altos, largo bujardas que despenteiam qualquer pessoa e gosto de cavalos." - diria a 2ª pessoa.
E pronto, a segunda pessoa ganha em termos de aceitação pela comunidade sensível, porque gosta de cavalos.
Os próprios golfinhos aproximam-se bastante do patamar dos cavalos, mas para tal temos de dizer que trabalhamos, ou sonhamos trabalhar, com golfinhos.
Esta, então, é sem dúvida uma profissão bicha: trabalhar com golfinhos. O próprio nome "golfinho" é um pouco amaricado.
Macho que é macho não usa diminutivos. Não existem "golfinhos" nem "galinhas" no seu dicionário. Existem "golfos" e "galas".
O que é certo é que o toino quis armar-se em chico esperto e chamar a atenção e não se deu mal. Chamou a minha atenção, mas para vê-lo a aterrar de focinho.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

sexta-feira, abril 23, 2010

O Carlos


Este, para quem não conhece, é o Carlos no programa "Ídolos".
(- Conselho: vejam este video a partir do minuto quatro.
- Este post serve de apresentação do Carlos para o próximo post ter o devido impacto.)
Quem vê este video, poderá pensar:
-"O que tem de especial? O rapaz tem os sentimentos à flor da pele e sentia-se muito próximo de duas pessoas (bastante jeitosas até) que conhecera horas antes. E depois?"
Ora bem, até posso acreditar que tem as emoções à flor da pele e que é muito sensível (bicha?), mas dai a dizer que, se as colegas tivessem ficado com outra pessoa tinham passado, porque foi ele quem criou a coreografia...
Coreografia? Este é um programa para cantar. A dança é secundária.
Ou seja, o que ele quis dizer foi:
-"Se elas tivessem ficado com alguém menos bom, tinham passado. E logo eu que fiz tudo e ensaiei as miúdas." - toca a dramatizar a coisa pelo protagonismo.
Mas este é apenas um ponto de vista.
Vai na volta ele é apenas sensível, ou bicha,...
Enfim, com isto já estão prontos para o próximo post.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sexta-feira, abril 09, 2010

Queima e o Jantar de Tertúlia, punheta


Caros Bacantes, cabe-me a mim informar que este ano irá, como é costume, haver jantar Bacante na queima das fitas. Será no dia 08 de Maio, um sábado.
Para os mais esquecidos relembro que a queima é em Coimbra.
Por força do Lobby da Manga, do qual eu sou um dos maiores impulsionadores, será neste restaurante que irá decorrer o jantar. Em coligação telefónica com o Almancil, já falei, há um mês, com os responsáveis e eles já reservaram um lugarzinho para os do Pau Feito, ou seja para nós.
A ementa, para variar um bocadinho, que é o que menos interessa, será ou lombo ou carne de porco à alentejana, ou seja aquilo que eles mais tiverem no momento, as bebidas são à discrição porque somos nós a leva-las. O D. Afonso III e o D. João V caiem-me mal no estômago, não entendo, e os vinhos do Guti são sempre mais apetecíveis.
Quanto ao preço, o jantar terá o valor de €9, com café e sobremesa, a que teremos que adicionar o valor das garrafas que iremos adquirir, deixo isso para os expert. No final do jantar lá tentarei sacar a tradicional garrafinha de vinho do porto ou de Whisky, que varia sempre consoante o prazo de validade das mesmas.
Aguardam-se confirmações aqui no blog, ou nos locais habituais, ou seja nas lojas Fnac e Worten, leia-se Almancil e Sardinha.
PS: Eu, para variar um pouco, este ano vou, outra vez :)

Grande Abraço
Sengo

segunda-feira, abril 05, 2010

Boa Páscoa que já passou


E pronto. Lá se passou mais uma Páscoa. E qual é a primeira coisa que nos vem à cabeça?
A casa de banho das mulheres.
Já repararam na casa de banho das gajas?
Punheta.
Imaginemos que querem tomar banho numa casa de banho dessas e não levaram nada, como sempre, excepto a roupa.
Não dizem que não levaram nada. Pegam na mochila com a roupa lavada (só os mais cautelosos é que se lembram disto) cheios de confiança e vão para a wc.
Fecham a porta e pensam que a dona da casa deve ter champô e sabonete.
Despem-se, entram na banheira vêem os frascos e abrem a torneira.
Molham-se.
Vão pegar num frasco que diga champô e reparam que têm uns 5 champôs à vossa frente:
-"Bolas. Qual é que eu vou usar?" - pensam vocês.
Apostam no que está mais cheio para se notar menos que usaram o champô alheio (os maricas iriam ler a composição para ver qual o melhor para seu o cabelo, mas o macho ataca pela calada e pensa que ela não nota logo pelo cheiro que usou o champô dela).
Depois, vão à procura do sabonete.
Santa punheta. Onde está o sabonete? Apenas se vêem frascos e nenhum diz sabonete, ou "body gel" (linguagem da maricagem). Porra.
Os que não dizem champô, têm uns dizeres em chinês, ou falam em algas. Algas? Se eu quisesse algas ia dar um mergulho no meio da murraça numa ria, ou apanhar búzios, ou lavava-me num charco com rãs.
E agora?
Os mais farfalhudos, usam champô pelo corpo todo e pronto. Afinal de contas os pêlos também são cabelos e têm os seus direitos.
E aqueles que querem mesmo o sabonete porque acham que só isso diminui o cheiro a cavalo do dia, nem que seja para efeito psicológico?
Ah pois é. Vão ao sabonete, ou sabonete líquido que está no lavatório.
Merda. Acabou-se. E agora?
Ah, o bidé. Há sempre uma espécie de sabonete líquido no bidé.
E está safo.
Acabamos de tomar banho depressa para poupar água, ou para mostrar que não somos gajas e despachamo-nos em segundos, nem que para isso não tenhamos esfregado metade do corpo e tenhamos de sair da banheira ainda com espuma nos sovacos (sempre se adia o cavalo por mais tempo).
Secamo-nos e vestimo-nos. Penteamo-nos com os dedos e vamos ter com o pessoal que está na sala.
Passamos pela dona da casa e ela fica com uma cara estranha. Merda. Fomos apanhados. Ela percebeu que usamos o champô dela. Porra.
Vem ter conosco e discretamente, pergunta:
-"Nem vou perguntar o porquê de cheirares a Lactacide."
E tem início toda uma conversa, onde acabamos por concluir que cheiramos a cona desinfectada.

Os mais atentos ainda devem estar a pensar:
-"O que raio tem a casa de banho das gajas a ver com a Páscoa?"
E eu respondo:
-"Mas que pergunta parva é essa? O que tem uma coisa a ver com a outra? A Páscoa pode ter muita coisa relacionada, mas wc não estou a ver."

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, março 29, 2010

Desmamem-nas


Hoje, apetecia-me fazer uma coisa diferente.
Sim, eu sei que é segunda feira, talvez o dia mais doloroso da semana.
E por que é o dia mais doloroso? Porque o corpinho já se habituou ao descanso do fim de semana.
Ah punheta. Eu conseguia habituar-me a ganhar muito dinheiro, mas não consigo habituar-me a trabalhar.
Sexta é festa.
Sábado é festa.
Domingo é sofrer por antecipação e pensar que no dia seguinte tenho preocupações, responsabilidades (quem se lembrou de inventar esta merda?), prazos, horários para cumprir que não os do bar, ou da tasca,...
É por estas coisas que o Domingo perde encanto. Mesmo quando segunda é feriado, há pessoas que sofrem no Domingo.
Quando estou de férias, nem quero saber que dia é, não vá ser Domingo, ou Segunda.
Sim, confesso. Quando estou de férias e descubro, sem querer, que é um destes dias, bebo um copo só por raiva de ser esse dia: "toma cabrão. É o teu dia, mas estou a beber copos. Que vais fazer agora? Amanhã não vou trabalhar. Não podes chamar-me a atenção, nem me fazes pensar no trabalho. Porra, já disse trabalho. Pronto. Já estou a pensar no que tenho de fazer quando voltar de férias. Ah dia de um cabrão."
Porque somos assim?
Porque nos habituamos logo ao descanso, às saídas, às festas, ao descanso, ao relaxar com uma mine na mão, ao descanso? Porquê?
No fundo somos todos como as gajas: habituamo-nos ao excelente e depois o muito bom já é merda e não chega.
Por exemplo, se levamos a nossa gaja todos os dias ao trabalho, mesmo podendo ela ir de carro, quando não podemos leva-la, ou quando não nos apetece é uma carga de trabalhos:
-"Não me podes levar amanhã, ou não queres? Se não queres diz logo."
-"Pronto, não me apetece levantar-me meia hora mais cedo. Levas o teu carro e podes sair mais cedo sem teres de ficar à minha espera." - diz o pobre coitado.
-"Ah, não me queres levar. Podias ter dito logo. Já não queres a minha companhia de manhã?"
-"Não é isso. Não me apetece fazer aquele desvio. Queria ir directo para o trabalho, mas assim podes sair mais cedo."
-"Está bem, mas tenho de levar o carro e andar à procura de estacionamento e sabes que não sei estacionar muito bem e ainda gasto gasolina com isso."
Como vimos, o sair cedo e a companhia são secundários. O trabalho de levar o carro e o gasto com o combustível é que a estão a preocupar e há vezes em que chegam a dizer isto como se fosse argumento para nos demover.
É do género: "Tens de me levar para seres tu a gastar e para eu não ter trabalho a estacionar, porque habituei-me a ter motorista." - chulice, como se diz na gíria.
Agora, se a levarmos de vez em quando, já passa a ser fixe cada vez que a levamos.
Quando vemos que começa a habituar-se, começamos a ir mais depressa, ou a fazer travagens bruscas para desincentivar o hábito.
Se ela gosta de velocidade, é uma questão de nos atrasarmos mais vezes e ir a pisar cascas de ovos com o carro.
Com as refeições é o mesmo.
Para quem faz o jantar todos os dias e não sabe como fazer o desmame, comecem a queimar ligeiramente o jantar, ou a salga-lo, ou façam pratos que ela goste menos.
Assim que lhes oferecemos o máximo com frequência, deixa de ser excelente e passa a ser bom e uma obrigação.
Ora se estamos a dar o nosso máximo, o qual já é visto por elas como satisfatório, estamos lixados, porque dai para frente, para haver surpresas de que elas gostem, normalmente, temos de abrir, forte e feio, os cordões à bolsa.
No fundos elas são como um gato: habituam-se à comida de lata e já não tocam nas espinhas, a não ser que a fome aperte (esta dica será desenvolvida no próximo post).

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, março 22, 2010

Deixem-me urinar


Esta sexta-feira aconteceu algo extraordinário.
Depois de um jantar de aniversário, fomos beber um copo.
Como todo o copo que bebemos tem de sair mais cedo, ou mais tarde, fui à casa de banho.
Não há vez que vá à casa de banho numa noite de copos, que não me lembre de ter visto, numa noite de queima, um rapaz no urinol, com as lágrimas a correrem-lhe pela cara e perguntei se estava tudo bem.
O gajo respondeu:
-"Que desperdício. Tanto tempo a investir para deitar tudo fora. Oh natureza porque és tão injusta?"
Voltando. Entrei no wc e estava cheio. Parecia uma casa de banho de gajas.
Como não estou habituado a filas para urinar, não contei com o tempo de espera e já estava a entrar na aflição.
Passei-me com a espera e ia sair, quando um gajo, o qual se lhe entornassem uma gota de cerveja na camisola entrava em coma alcoolico, disse para esperar.
Agredeci e tentei explicar que não sou gajo de filas para urinar.
O homem agarrou-me o braço e só largou quando vagou um urinol.
Mas que merda é esta?
Claro que seria um desperdício de tempo tentar explicar-lhe que pressionado, quanto muito cago-me, mas mijar está quieto.
Depois, enquanto tentava mijar, o gajo começou a explicar a importância de lutarmos por aquilo em que acreditamos e que não podia desistir ao mínimo contra-tempo.
Oh santa punheta. Como é que alguém consegue mijar naquelas condições?
Lutar pelo meu direito de mijar? Oh please, basta um arbusto e a ausência de alguém a explicar-me que tenho de lutar pelo direito ao arbusto.
Nada como um amigo meu que consegue mijar em qualquer lado.
Ainda me lembro de estar a libertar o mar mediterrâneo numa casa de banho, eu já estar a lavar as mão, faço-lhe uma pergunta e ele sem para de mijar, segurando o Zé Tolas, vira-se para mim e diz:
-"Hã?" - parecia um aspersor rotativo de rega de plantações de cenouras.
Parvoíce? Nada disso. Bebedeira. E talvez parvoíce.
Enfim. Lá sai e meti uma imperialzinha para pressionar a mijadela.
E à segunda vez que entrei no wc já havia espaço.
Ah. Até que enfim.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, março 17, 2010

Prémio Andaime


E esta semana o prémio andaime vai para esta adepta de futebol.
São raras as verdadeiras adeptas assumidas, mas esta chama as coisas pelos nomes.
Assim está bem.
Conhece o estilo de vida de outras terras que não o Porto e apresenta soluções para o mundo do futebol e dá conselhos ao Pinto da Costa.
"Mai nada".

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sexta-feira, março 12, 2010

Acidentes


Os acidentes de viação são algo de alucinante.
Eu não sou daquelas pessoas que gosta de ver acidentes e acha um espectáculo ver carros e peças de carros pelo ar.
Do que eu gosto é das pessoas que se juntam logo para ver o resultado do acidente, comentar o que viram antes e fazerem de peritos médicos e de seguradoras:
-"Oh amigo, não se mexa. Com o estoiro que pregou na carrinha, o mais certo é ter ficado com alguma coisa na cabeça e pode bater as botas só de pensar em levantar-se."
-"Mas cheira a gasolina." - dizia o interveniente no acidente.
-"Já lhe disse para ficar quieto. Ligue o radio, que a música distrai."
-"O senhor é médico?" - pergunta só à cautela para se acalmar.
-"Não, mas estive um ano na Guiné e já vi muita coisa."
E pronto. Um ano na Guiné e já viu muita coisa. Andam as pessoas a tirar cursos de medicina e a gastar fortunas em propinas, quando basta passar um ano na Guiné e ver muita coisa.
Mas há outro tipo de pessoas:
-"Ui, quem aqui um arranjo para cima de um conto e quinhentos."
-"Ajude-me."
-"Hum, nem com ajuda consegue recuperar este motor. Isto é que foi uma travagem, hã."
É linda a preocupação com o veículo, cagando completamente na pessoa que está lá dentro. De facto, as coisas também têm de ter alguém que se preocupe com elas.
Os mais velhos, gostam de repetir o que viram pode haver ainda alguém que não saiba o que se passou:
-"Não parou no stop. Veio por ali a fora e pumba. Moços novos. Sempre com pressa. Um stop e não pára? Depois o outro pimba. Claro. É que não parou no stop, vejam só."
A guardar na mente o "pimba", "pumba" e "parar no stop".
E se o velho enrolasse o stop, se servisse dele como supositório e pimba? O "pumba" fica para quando o cagar.
Querem ajudar, tudo bem, mas não usem o acidente como se de um arraial se tratasse para dizerem asneiradas e conviverem.
Olha lá. Aproveitar acidentes para vender minis e bifanas com laxante aos "mirones". Deve dar dinheiro. Primeiro na venda de comida e depois na venda de papel para se limpar, o qual foi esfregado com urtigas.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

terça-feira, março 09, 2010

Insensível?


Esta é demais.
Ontem, ouvi uma história deliciosa.
Um casalinho, no verão, foi à praia. Final do dia. Os dois abraçados a ver o pôr do sol (até parece a música dos fúria do açucar) e ela pergunta-lhe:
-"Estou a adorar cada segundo, mas sabes o que está a faltar?"
- "O quê? Um preservativo?" - responde o gajo.
- "Não, uma copo de champanhe. Bolas. Tinhas de estragar tudo. Um preservativo. Não pensas em mais nada?"
De facto, na minha opinião, ficou tudo estragado.
Champanhe naquele ambiente?
Por que raio há a mania do champanhe e morangos na praia? Para haver romance na praia, para mim, era a tal Super Bock de litro e um saco de amendoins com casca.
Disse esta merda à fêmea que me contou a história e respondeu que é por estas e por outras que ainda não encontrei ninguém.
Bolas. Encontrar alguém que quisesse champanhe na praia e preferisse aquela porcaria a uma ripada no mar, ao sabor das ondas para ter menos trabalho, não era gaja para mim.
"Boa, champanhe para ficar mal-disposto e de tomates cheios".
E o insensível, sou eu?
Insensível é quem deixa um gajo de tomates cheios e prefere beber champanhe. Pelo menos que fosse uma média Cristal.
E claro que ficou estragado. Se tivesse ficado calada, nada daquilo teria acontecido.
Este é também o problema de muitas gajas: falam.
Enfim, também o galo tem de aguentar uma capoeira de galinhas a cacarejarem diariamente se as quiser cobrir. Por isso, é que quando acorda, manda uns berros à maneira dele para iniciar a descompressão para aguenta-las durante o dia.
"Ah, mas os patos formam um casal para a vida" - diram as mais atentas.
Toscas. Não são os patos, são os cisnes. Tenho um pato no meu galinheiro que, felizmente para as 4 patas que lá tenho, é a prova de que os patos são fieis sim, mas aos seus princípios. Ah, patos inteligentes.
É claro que os cisnes formam um casal para a vida. A fêmea está sempre calada e a esperança média de vida de um cisne fêmea, não é a mesma de uma mulher.

Dica: elas querem morangos na praia? Forniquem uma caixa de morangos de lepe e digam para elas provarem-nos pela palhinha.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, março 08, 2010

08 de Março


Hoje, é dia 08 de Março.
E o que tem esse dia? Nada.
Ah, é o Dia da Mulher.
Que quer isso dizer?
É fácil. Quer dizer que a mulher em 365 dias, tem um dia. E porquê? Porque é mulher.
Quer dizer, querem os mesmos direitos e querem que o homem lhes dê um dia, que nem é feriado.
Então, para que serve o Dia da Mulher? Para nada, a não ser para fazerem jantares entre elas, beberem copos e verem uns "stripes".
Por isso é que os restantes 364 dias do ano são dias do Homem, para podermos fazer isso e ainda termos tempo para mais.
Demos um dos nossos dias a vocês. Quem é amigo, quem é?
Eu sei, cai na piada fácil. Desculpem.
O que é certo é que vocês têm um dia, tal como a fome e várias doenças e nós tal como o oxigénio, as ideias, o coirato e a "mine" não.
Coincidências? Hum.
Os homens casados também têm um dia: Dia dos Mártires.
Pronto. Lá estou eu a cair na piada fácil.
Piadas à parte, sabem que as mulheres têm um dialecto próprio quanto à sua intimidade?
Por exemplo, na esteticista:
-"Quero fazer virilhas completas à frente e atrás."
Isto apenas para dizer que querem rapar a pássara e o olho do cú. O que raio têm as virilhas a ver com a rata? Bom. Vá. Seguram os montes da crica. E com o olho do cú? Qual é a relação?
Mais.
-"Beba danacol e ficará menos inchada."
Não era mais fácil dizer que o danacol é um incentivo à peidaria e à "soltura do tarolo"?
Para quê estas merdas?
Porque não chamam as coisas pelos nomes?
E depois dizem que não as percebemos. Claro. Vai-se lá perceber o porquê de chamarem virilhas ao olho do cú e inchaço à dificuldade no cagar.
Dia da mulher. Dia em que as feministas vão à televisão dizer que está tudo mau para elas, que há mais mulheres desempregadas (claro, se à mais mulheres do que homens, estranho era se fosse ao contrário), que há grande discriminação (pois há - vocês têm orgasmos múltiplos), que os homens têm medo das mulheres e por isso impedem-nas de subir nas carreiras e como pessoas.
Esta última tem a sua piada.
Imaginam o que seria, por exemplo, um governo só de mulheres?
A Assembleia da República só com mulheres?
A única coisa que me ocorre, assim de repente, é a palavra "capoeira", com o Zezé Camarinha como presidente.
Que existe descriminação em muitos lugares? Acredito perfeitamente, da mesma forma que acredito que, em muitos lugares, há racismo, xenofobia...
Isso haverá sempre nas mentes pequenas e pouco se pode fazer em relação a isso, mas dai a dizerem que este tipo de descriminação é a regra...

Beijinhos para todas as lindas mulheres e "xaimites" que conheço
Almancil

quinta-feira, março 04, 2010

Avé Varandas


Nem sei que diga.
O Varandas.
Se calhar, para muitos que espreitam este blog, o Varandas é mais um apanhado pelo Nilton.
No entanto, para outros, ouvir o Varandas outra vez e a falar como um gatinho amestrado, é de morte.
Este homem é uma moca. Um mister.
Este homem já deve ter mal-tratado milhares de pessoas, utilizando algumas das bocas mais queridas entre os Bacantes.
Com muita pena minha, para evitar identificar pessoas, não vou poder falar de grandes clássicos do Varandas, mas para quem o conhece, ouvir o Nilton brincar com ele e dizer que é um senhor simpático, é "priceless".
És grande, Varandas e obrigado por dizeres o que nos vai na cabeça a determinadas pessoas que têm a faca e o queijo na mão (e mesmo a outros comichosos onde eras mais um a mandar bocas - quem não se lembra do Comichas).
É um autêntico "General Sem Medo".

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, março 01, 2010

A Bichana


Isto ainda há pessoas que não vêem, ou não querem ver.
Há pessoas que acreditam que os gatos são fieis. Os gatos, meus amigos. Aqueles bichos que fornicam a primeira gata que lhes lança o cheiro a rata ensanguentada (descritivo, mas não deixa de ser nojento).
Os gatos só vêm ronronar e pedir festas à pessoa que lhes dá comida. São uns interesseiros.
Chamem pelo nome que lhes deram e vejam se eles vêm ter com vocês. Claro que não, a não ser que pensem que têm comida, ou outra coisa para lhes dar.
No entanto, as amantes de gatos dizem que não vêm porque são muito independentes, mas se chamarmos um cão e não vier, já é estúpido.
Porque não pode ser o cão independente, ou os gatos estúpidos?
Se houver problemas, o cão defede-te, mas o gato foge ("viver hoje, para comer amanhã" - pensam eles).
Mudando completamente de assunto, porque falar de "bichanas" ainda vá que não vá, mas de gatos já chega, acabei de receber um toque.
Ainda se lembram o que é um toque?
É quando ligas para alguém, deixas apitar uma vez e desligas.
Lembras-te? Era aquilo que fazias quando ganhaste o teu primeiro telemóvel.
Isso mesmo.
Como as coisas mudam. Ainda me lembro de conhecer pessoas que enviam toques a toda a gente da lista telefónica só para dizer "olá".
E o que conseguiam com isso? Um toque de resposta e estava a festa feita.
Hoje, se recebemos um toque de alguém ligamos, ou enviamos uma mensagem e perguntamos se está tudo bem.
Velhotes, é o que vocês são.
Pronto, eu também ligaria e sobretudo se fosse uma jeitosa. Nunca se sabe onde esse telefonema nos pode levar. Segundo a tradição, a lugar nenhum, mas há sempre hipótese da coisa correr bem.
Tenho um amigo que gosta de sair e temos, porque temos de ir para um sítio com gajas. E para quê? Para ver gajas.
Ele costuma levar alguma para casa? Não. Ele costuma ter sorte com os engates? Não.
Então, que quer ele, perguntam vocês? Ele quer ver gajas.
Para mim, no fundo, o que ele quer é gravar uma, ou duas gajas na cabeça, leva-las para casa em pensamento e seguir o processo "faça você mesmo".
Sim, estou a ser um "má-língua".
Vai na volta ele apenas gosta de apreciar a beleza feminina.
Hum. Não, ele quer mesmo bater uma à conta de uma gaja que ele decorou nessa noite.
E qual é o mal? Não chateia ninguém, nem incomoda.
Acham que é nojento? Nada disso. Se as mulheres não quisessem ser alvos destas cenas, tinham mais cuidado com o que vestem. Grandes decotes e brutas mini saias é para quê? Refrescar o algeroz, ou arejar a ranhura? Deve ser.
As giras e discretas, são danos colaterais, porque são giras. As boas sabem que o risco destas cenas é um peso que carregam por serem boas.
Mas eu ponho-me no lugar destas mulheres. Eu ficava lixadíssimo se soubesse que alguma mulher gravou-me e levou-me para casa na sua cabeça para se masturbar comigo. Bolas. Não sabia vir falar comigo? Eu podia dar-lhe uma "mãozinha" e uma bengala para se apoiar, ou um microfone para "karalhocar".

Conselho: atrevam-se, arrisquem. Não é na sombra que se vão bronzear, mesmo que seja à sombra que o vão "afogar".

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sábado, fevereiro 27, 2010

Ciúmes


Já repararam que as gajas tratam melhor os gatos do que os seus machos?
O cabrão do gato, tem direito a um pacotinho de comida do tamanho de um pacote de batatas fritas pequeno, mas do preço de um jantar no restaurante do Mestre Avillez, têm a sua própria caixa de areia e a dona que limpe a merda deles, são escovados e afagados e ainda dormem com a dona quando o macho não usa as calças em casa, ou quando está fora.
E nós, punheta?
Quem é que nos escova?
Se nos pagarem um jantar no macdonald's é um pau e não podes ir muito mais longe do que a fasquia do happy meal.
Queria ver se nós arreassemos o calhau e esperassemos que a gaja fosse puxar o autoclismo.
Também mereço a minha caixinha de areia com uma dona para deitar fora os meus tarolos e mudar a areia.
Até há gajas que limpam os cuzinhos dos bichanos. Queria ver se alguma limpava o meu.
Mas os cabrões dos gatos são espertos. Eles sabem que estão na cama com a mulher alheia e enroscam-se nela e ainda lhes dão lambidelas (será que elas não sabem que eles estiveram a lamber o cú antes de lhes lamber a cara?).
Devemos ter ciúmes dos gatos?
Nada disso. Quem acham que inventou a castração para os gatos?
E elas sabem das intenções dos gatos e têm medo, porque alinham sempre nessa história da castração.
Nós somos lixados.
Eheheh.
Estão na cama com as nossas mulheres, mas nem punhetas podem bater.
Neste momento tenho um gato capado a dar-me marradinhas e a ronronar ao pé de mim.
Pumba. Já levou um estoiro.
Aposto que estava a gozar comigo, só porque já viu a dona nua e eu não, se bem que dispenso ver a minha mãe nua. Manias e esquisitices minhas.

Parafraseando um amigo meu: "e o broche?"
É verdade. O broche é uma prática que a ciência ajudou a incentivar.
Como? Dizendo que não fazia mal engolir e que a nhenha era nutritiva e uma óptima fonte de proteinas. Ah, como eu adoro estas teorias de incentivo para elas.
Dizer que nos dá prazer? Nem vale a pena.
Falar no valor nutritivo, é que é o segredo e quando se provar que chupar emagrece, logo vêm o resultado.
Os próprios jogos de computador, por mais básicos que sejam, trazem sempre dicas para elas darem a chupadela.
Olhem o caso do pacman. Uma cabeça cujo objectivo é abocanhar e engolir.
Mais uma vez a ciência do nosso lado.
Agora, depende de nós mantermos os incentivos mostrar-lhes que o treino leva à perfeição e que o "leite condensado" faz bem à pele (mais um vez, não interessa o nossos prazer, mas o bem estar físico delas - santa punheta, eu não preciso de saber do valor nutritivo, nem dos benefícios do suco vaginal, quando lá vou fazer o relato da bola; sou um santo).
O que tem o broche a ver com os gatos?
Não sabem que a língua deles arranha? Preciso de dizer mais alguma coisa? Enfim, é uma fantasia como outra qualquer e a "gozar com a gata".
Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

E tudo a homossexualidade está a levar


Meus amigos,
Acho que chegou a altura de mostrar ao mundo o que sou.
Não sei qual será a melhor forma de dizer isto nos dias quem correm, mas vou tentar ser directo e tirar este peso de cima de mim: sou heterossexual.
É verdade. Sou heterossexual e há algum tempo deixei de ter problemas em o assumir em público.
Sim, gosto de mulheres e digo-o sem qualquer tipo de vergonha.
Quando vejo uma mulher a beber uma mini pelo gargalo, ou a comer um corneto enrolando a língua na baunilha achocolatada são hinos ao broche, para mim.
Aliás, se querem jogar pelo seguro, antes de se atirarem a uma mulher, vejam como ela come o seu gelado. Se apenas usa os lábios e a língua, ou se lhe dá dentadinhas, ou se o mete na boca, ou apenas lhe dá beijinhos.
O besuntar-se toda, mostra que é uma gulosa e que acredita que o leitinho faz bem à pele. Se não, ou é profissional, ou é púdica e não está ali o santo graal.
Isto é meio caminho andado para se saber o que se tem à frente.
Pronto. Lá estou eu a distrair-me com a minha heterossexualidade.
Ontem, quis muito gritar que adoro gajas, mas receiei que um vizinho me mandasse para o caralho e então fiquei calado a sorrir para mim, enquanto via o site do hotgold e esfregava a lâmpada de aladino.
Esta é uma situação que não é aceite por toda a sociedade.
Como acham que o filho do Castelo Branco vive a sua vida?
A tentar seguir os passos do pai, mas sempre a evitar estragar o cú.
Para este rapaz não era fácil assumir a sua heterossualidade junto do pai. Esse pai, com "M" grande.
Actualmente, até os anúncios priviligiam as bichas em detrimento de nós.
Os heterossexuais entraram num caminho de marginalização social e estão fora de moda.
Já há alguns heterossexuais que tomam laxante apenas para ter o cú assado e sentiram-se integrados.
Quem sabe se um dia tudo volta a ser como era, com anúncios de preservativos com um homem e uma mulher semi nús a sorrirem um para o outro dentro de uma 4L, ou mesmo em cima de uma Zumdap de 4ª.
Vamos deixar os cowboys e o Alexandre Magno nos livros e nos filmes e deixem-nos comer as ratas alheias. Não permitam que elas se comam umas às outras, por falta de companhia do Zé Tolas.

A rata é como uma flor: seca se não for polenizada.

Um beijinho no sítio do costume,
Almancil

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

E puff, ficou tudo bem


Hoje, não vos vou chatear muito, mas tenho de dizer isto. Escrever, vá.
Se há coisinha que me irrita é quando vejo determinadas pessoas na televisão dizerem: "eu assumo a minha responsabilidade".
Mas que merda é esta?
Tudo bem. É bonito assumirem a barracada que deram, mas e depois?
É só dizerem que assumem as suas responsabilidades e pronto? Está tudo desculpado e resolvido?
Isto é que é evolução.
Há uns anos atrás, se o ministro das finanças dissesse que foi supreendido pelo défice ia para o galheiro, ou punham-no a cavar vinha. Se o dirigente do Sporting dissesse que assumia a sua responsabilidade pelos maus resultados ia para a rua e "escorregava numa casca de banana" e ia para ao hospital.
Mas agora não.
Se o Bin Ladden soubesse disto e não fosse orgulhoso, assumia as suas responsabilidades e estava tudo perdoado a amigos como antes, ou antes do antes.
E que tal assumirem as responsabilidades com o vosso bolso? Que achavas disso Salema Garção?
Ou assume-se porque recebeu a herança de outros e por isso não tem nada a ver com a merda que está instalada e então, como não tem culpa diz estas palavras para parecer bonito?
Outra coisa que dizem muito, sobretudo no futebol, é pedirem desculpa aos adeptos quando perdem.
E já está. Pedem desculpa e está tudo bem.
A esses meninos mimados que recebem milhões e têm o valor de tostões em campo era deixa-los na praia de Faro e irem a nado, ou pelo lodo, até à ilha do Farol com maré vazia e cada um tinha de apanhar pelo caminho, pelo menos, 3 caranguejos morraceiros.

Pedir desculpas e assumir responsabilidades é como fazer festinhas na cabeça, é bonito, mas não resolve nada, nem acalma ninguém.

Enfim, é Carnaval e ninguém leva a mal.
"Dizem que paxaxa é água,
Paxaxa não é água não
Paxaxa leva no alambique
E a água vem do rio beirão."
(Sinto-me tão moderno por usar um "x" em todas as palavras que têm o som de "x", como por exemplo, "xuva").

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Aprender com os erros


Pessoal, atenção aos pormenores e aprendam com os erros dos outros.
Se esta mulher estava a humedecer de forma a ligar os desumidificadores do prédio, ao ver aquilo, iniciou, automaticamente, o processo de auto-secagem e de centrifugação no estômago.
Ah. De assinalar que ontem foi o dia mundial das partes húmidas. Não estou a gozar. Foi o que ouvi numa estação de radio. Até que enfim, um dia mundial de algo com nexo e valor suficiente para ser assinalado como dia mundial.
O ser humano é como a erva. Sem humidade no sítio certo, acaba por secar e ao roçar nela ficamos arranhados, correndo o risco de rasgar.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Fim de semana calmo


E lá se foi o fim de semana.
É verdade. Tive um fim de semana calminho. Sim, que o dinheirinho não estica (sim, também não tive nenhum desafio espectacular - se é para poupar, ou é aliciante, ou chuta-se para o lado).
E que maravilhoso fim de semana foi este. Acordar, no Sábado e no Domingo sem sentir a garganta seca, arrotar ainda a alcool, cheirar a fumo e ter o cabelo pastoso.
Que maravilha. Nem estava de rastos com o cansaço e consegui ajudar o meu pai na horta sem cair logo para o lado após a 3ª cavadela. Espetáculo.
E melhor, não gastei um tostão. Pronto, paguei um cafezinho e gastei algum gasóleo. Tirando isso, impecável.
Parecia um dia semana, mas sem ir trabalhar.
Uma manhã de Sábado, ou de Domingo, sem ter de semi-fechar os olhos com a luz do sol enquanto tentamos descubrir a caminha esperando que ela não comece a mexer-se e que ninguém ligue nas 12 horas seguintes.
É sempre nesses momentos que nos ligam: no dia seguinte, pós ramboia, antes de passadas 12 horas.
-"Então, aquilo é que foi, hã?" - ligam normalmente para dizer este tipo de merdas e depois admiram-se que um gajo, ou não atende, ou diz que está a ficar sem bateria e desliga.

Se vives com os teus pais, então tens outra barreira: o almoço.
Palavras da mãezinha ao meio dia:
-"O almoço está quase pronto. É feijoada." - man, quem é que perguntou alguma coisa? Que voz esganiçada era aquela que me rogou uma praga chamada feijoada? Alguém que me abata, porque não vou conseguir continuar a competir com estas condições.

12h45
-"Filho, o almoço está na mesa. Vá." - quero lá saber disso, mas se não for pode haver bronca, ou mostrar que tive uma noite de alcool e gastadora. Uma garfada de feijão também não vai matar e levantas-te e vais disfarçar para a cozinha. Estúpido, tresandas a alcool de tal forma que até o gato fugiu para a rua. O teu pai está rir e a imaginar quantas gajas terás comido no carro e a tua mãe tenta disfarçar e espera que pelo menos não tenhas fumado drogas.

Se estiveres em casa da avó é um pouco dferente:
Palavras da avozinha às 10h
-"Levanta-te, que já é tarde." - ignoras e fazes uma reza para que aquela voz não se ouça tão cedo.

11h
-"Que queres almoçar?" - diz a avó.
-"Qualquer coisa."
-"Mas se tu disseres o que queres, eu posso ver se há para fazer."
-"Oh mulher, faz o que te apetecer." - quero dormir, punheta. Quero lá saber do almoço (estas últimas palavras só podem ser pensadas).
-"E se eu fizer um franguinho com tomate?" - ai mãe, que me quer matar.
-"Pode ser." - dizes em desespero para que se vá embora.
Mas a avó não se vai embora, porque ainda vai querer saber o que queres para acompanhar o frango e se vais mesmo almoçar em casa.
Tudo isto é um luxo, mas depois de um concerto de copofonia, durante uma noite inteira, passa a castigo e não conseguimos dar valor.
Duas horas depois, vai ao teu quarto sem bater à porta, claro está e começa a saga para ir almoçar:
-"O almoço está pronto. Ainda não queres vir?" - diz a avozinha.
-"Já vou." - mentiroso.
-"Estás bem, filho? Estás doente? - diz a avozinha meia hora depois de espera sentada à mesa a olhar para a televisão.
-"Estou." - sim, estás a mentir outra vez.
-"Mas não vens comer. Comeste alguma coisa que te fez mal? Andas por aí a comer porcarias." - ah, santa ingenuidade.
E a única forma de acabar esta conversa sem ser bruto, é mesmo ir comer.

No fundo, isto é como fazer um minete a uma gaja depois de uma noite de queima: são pequenos sacrifícios, para se ter e manter um bem maior.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Agora, compreendo-vos


Desde o meu último post, achei que devia parar de escrever sobre determinadas porcarias.
E como foi que tive esta iluminação?
Simples. Apanhei o autocarro para Lisboa (calma, este é o início da história e não me apeteceu fazer parágrafo o que pode dar azo, propositado, a segundas interpretações).
Lá estava eu no terminal dos autocarros à espera do respectivo e chega um gajo com um andar estranho. Parecia que vinha todo borrado e por cada passo que dava mexia o tronco para a frente e para trás, inclinando-se para a frente e para trás. Ele devia chamar-lhes estilo. Eu digo que estava cagado.
O gajo senta-se no banco como se estivesse no sofá de casa e para passar o tempo, achou que devia entreter-se a escarrar para o chão. Era quase uma de dois em dois minutos. Um nojo impressionante.
Chegou o autocarro. Finalmente ia acabar aquela porcaria para a minha vista.
Entrei e o gajo também.
De facto, parou a porcaria para a minha vista, mas não para os meus ouvidos. Passou metade da viagem a fazer barulhos com a garganta como se estivesse a formar a respectiva, mas sem cuspir (nem quero pensar no que lhes fazia).
Tentei distrair-me e pensar em gajas famosas a correrem nuas para me apanharem e comerem-me como se não houvesse amanhã. Nisto, o cabrão da frente começa a ressonar.
Santa punheta. Será possível? A sinfonia do gajo de trás com o gajo da frente era um incentivo a tornar-me num hooligan dos autocarros. A raiva estava a a sair por todas as células do meu corpo.
Pronto. Vamos ouvir música. Merda, passado um bocadinho acabou a porra da pilha. Felizmente, já faltava pouco para chegar e os barulhos tinham acabado. Iupi. Vejo uma miudinha de dois bancos à frente, pôr-se de joelhos no banco e virar-se para trás.
"Para fazer o quê?" - dirão vocês.
Calma punheta, que estou a contar a história.
Virou-se para trás e começou a contar as piadas mais secas que já ouvi na minha vida. Do pior.
A viagem chega ao fim. Finalmente.
Saio do autocarro, ouço ainda a última escarreta do gajo que saiu a seguir e fui à procura da garrafa de vinho mais próxima e de um bocadinho de comida para acompanhar.
Ou seja, esta viagem foi remédio santo para parar de escrever sobre as minhas nojices. Nada como pôr-me na posição da outra pessoa.

Para quem ficou a pensar na Santa punheta, não, não tem dia feriado.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Haverá pior post?


Ele há coisas impressionantes.
Acabei de descobrir que uma rapariga que conheço casou.
Até aqui nada de extraordinário.
A mulher era uma coscuvilheira de primeira, uma má língua e tinha a fama de nem dar grandes "ripadas". Mesmo assim casou-se.
Será que o gajo sabe destas características? Será que as aprecia?
Deixar de ser coscuvilheira não é fácil. É um pilar da sua personalidade, mas dar más "foiradas" das duas uma: ou é mesmo dela e nunca mudará, porque não consegue melhor, ou era falta de aprendizagem (duvido, porque ainda passou por alguns).
Logo, ou o homem não gosta de sexo (pode gostar, mas será que gosta com mulheres), ou para ele, desde que se venha, está bom (como ela é gira e boa, basta imagina-la a fazer isto e aquilo).
Pior. Os gajos que já a comeram podem olhar para eles e pensar "Eheheh, ela não engole, nem põe o cú à defesa e só gosta de duas posições, onde de vez em quando, tentas encontrar a pulsação para saber se ainda está viva. Estás lixado." No entanto, pode ter evoluído e ser agora uma máquina de ordenha.
(Porra.
Expirei com força pelo nariz e saiu merda. Não consigo ver para onde foi, nem tenho espelhos aqui por perto. Merda.
Passei a mão pela cara. Nada. Estou a olhar para a roupa. Zero.
Hum, será que está no monitor? Não.
Man. Para onde foste gorila de um cabrão.
Ah. Encontrei. Está dentro da manga da camisa. Que nojo. Parece um ser de outro planeta a tentar fundir o meu braço com a minha camisa.)
Acabei de ler este post do início.
Se alguma vez pensaram que era impossível baixar o nível deste blog, pensem melhor outra vez.
Tenho de ficar por aqui.
Estou escandalizado com o que acabei de escrever.
Podia não editar este post. Podia, mas não seria a mesma coisa.

Calma. Ligaram agora. Perguntei quem falava e a senhora responde que era de uma empresa. Ainda bem que as pessoas explicam e têm uma identidade tão própria.

Beijinhos no sítio do costume
Almancil

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Alguém tem um guarda-chuva?


A vida não é nada simples:
Gaja - Queres combinar alguma coisa, hoje?
Gajo - Hoje, não sei bem que me apetece fazer. Queres jantar em casa, fora, ir beber um copo...
Gaja - Tanto faz. O que te apetece?
Gajo - Para mim tanto faz.
Gaja - A mim, também. Escolhe tu.
Gajo - Se me apetecesse alguma coisa, informava o que iamos fazer. Como tanto faz, para mim, estou a pedir uma ajudinha. - diz o macho a tentar marcar posição sem ser preciso escarrar para o chão (o chamado "macho civilizado").
Gaja - Pois tu é que sabes.
Gajo - Então, vai pensando e encontramo-nos às 21h.
Às 21h.
Gajo - Então? Que se faz?
Gaja - Oh, decide tu.
Gajo - Oh rapariga. Não te apetece fazer nada? Não tens uma opinião? Honra todas aquelas mulheres que deram o que tinham pela igualdade entre os sexos. - diz o gajo à espera que espevitar a gaja.
Gaja - E tu não sabes decidir? - numa tentativa de passar a pressão para o lado.
Gajo - Mas eu já dei hipóteses. Há alguma que te puxe mais?
Gaja - Parecem todas muito bem.
Às 21h30 ainda dentro do carro e a decidir:
Gajo - Agora, esquece comer em casa, que não se comprou nada e está a ficar tarde. Queres ir jantar a algum sítio?
Gaja - Preferia jantar em casa. - F******, C******...
Gajo - Agora, onde vou comprar alguma coisa? Só se formos ao jumbo, mas vamos jantar lá para a meia noite.
Gaja - Assim não. Bolas, não sabes decidir logo tudo? - tantos sacrifícios de tantas fêmeas para isto.
Gajo - Mas tinhas dito que desta vez eras tu a orientar a cena. - em tom de gozo, para desanuviar e mostrar que está tudo na boa.
Às 22h no macdonald's com um menu big mac, uma garrafa de água e vontade de lhe enfiar o guarda-chuva no cú e abri-lo.
Conclusão: a igualdade para as mulheres é como o cú. Têm, mas só usam para o que querem, dando sempre a ilusão que está à mão de "semear".

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Ah, Bom Velho Salazar


"Ah, Bom Velho Salazar" - é a típica frase com que o meu pai nos brinda durante o jantar e sempre que começa a rubrica sobre assaltos.
Vejamos, primeiro, um assalto a uma ourivesaria em que os donos são brutalmente agredidos; depois, uma violação seguida de roubo numa casa de uns turistas Ingleses; seguidamente, ocorre a descrição de uma violação em Lisboa; e, cereja em cima do bolo, uma assalto a um banco com tiros à queima-roupa, em que o segurança só não foi desta para melhor por milagre.
E as pessoas limitam-se a dizer, se dessem poder à polícia.
Parece-me que a policia tem poderes e atribuições suficientes. Agora, convinha era estarem onde são precisos. Andamos pela baixa de uma qualquer cidade e zero policia, acidentalmente aparece um “merdas” de um polícia municipal que anda à “caça”.
Às vezes não é necessário ter força mas saber demonstrá-la.
Bom, ninguém parece estar interessado na mulher que foi violada, o ourives agredido ou o tipo que, por morar junto de um bairro social tem de levar com violência diária.
O que representará a total ausência de Estado para proteger os seus nacionais?
Que é feito dos nossos partidos?
Pergunto: estaremos condenados a ser um Brasil?
No Courrier Internacional deste mês, a respeito da violência em cidades como S. Paulo, Rio de Janeiro, são descritos como origem da violência que descambou os pequenos assaltos a residências, bancos.
Dir-me-ão, “mas isso nunca acontecerá aqui”, pois bem, também era impossível ocorrer uma crise económica como esta.
Procuro um argumento contrário ao do meu pai.
Se alguém souber.
Abraço Bacante
Sardinha

terça-feira, janeiro 12, 2010

As Ferroadas


Sim, eu sei que vocês já devem estar à espera deste post há uns dias e que não vou surpreender, mas mesmo assim aqui vai.
Sim, vou falar do que toda a gente fala nestes últimos dias para fazer esquecer o assunto "orçamento de estado". Sim, vou falar sobre a vida sexual das abelhas na Patagónia. (como o autor ainda consegue surpreender)
Como é que a abelha consegue mandar as dela num sítio daqueles?
E se houver poucas fêmeas? (hum, o que virá aí?)
Começam a masturbar-se no arame farpado mais próximo, ou passarão os machos a "pregar ferroadas" uns aos outros (pronto, já deu início ao assunto da homossexualidade)?
Será que as abelhas passavam a ser homossexuais?
Mas lá não podiam casar. (brilhante como o autor dá a volta ao assunto para puxar para o casamento gay, mesmo quando toda a gente devia estar à espera de saber como acabaria na novela na colmeia)
Será que assistiamos a uma debandada das abelhas da Patagónia para Portugal?
Sim, para quem ainda não sabe, a lei sobre o casamento gay já foi aprovada. Já falta pouco para os homossexuais poderem casar em Portugal.
E todos nós sabemos o que isso significa.
Não, punheta, não é um incentivo para o aumento da comunidade gay em Portugal, se bem que não é mal visto:
-"Bolas, não há bilhetes para ver o jogo. E se nos enrabassemos para ver se gostamos? Dizem que quem experimenta, já não volta e agora até podemos casar."
Não me parece que deixe de haver bilhetes para os jogos de futebol, mas pelo sim, pelo não, é melhor passar a compra-los com antecedência.
A possibilidade dada aos homossexuais de se casarem é uma boa notícia, mesmo para os heteressexuais:
1 - caso seja um incentivo, os hetero passam a ter mais mercado junto do sexo oposto.
2 - bom para quintas e serviços de cattering.
3 - mais divórcios para alimentar os advogados.
Esta sim, é uma medida para impulsionar a nossa economia, até porque, assim que seja possível, começam a casar-se que nem umas doidas. É a chamada "tesão de mijo". Não interessa se acham que estão a casar com uma pessoa para ser sua companheira para sempre. O que interessa é usar o direito que há muito queriam.
Por isso, toca a casar, até porque todos sabemos que a vida de um casal passa a ser completamente diferente depois do casamento e ainda ganham mais um direito: o divórcio.
Hã. Que maravilha. Só ganhar direitos. Seus malandros.
Eu acho que o casamento gay vai ser como os centros comerciais. Todos querem ser os primeiros a experimentar no início, mas depois tudo volta à normalidade e alguns até ficam às moscas.
Tudo tem vantagens e desvantagens.
O último sismo do qual todos tanto falaram, por exemplo. É verdade que rachou umas paredes e tal, mas já imaginaram quantos pares de mamas foram abanados ao mesmo tempo?

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quinta-feira, janeiro 07, 2010

AAAAAAIIIIIIII, malvado


"Ai, Lelo..." - é assim que começa uma referência ao cigano, ou quando alguém quer imitar um cigano.
As pessoas associam aos ciganos as feiras, os acampamentos, as carroças, os putos nús a sorverem o ranho, os casamentos,...
Mas qual o maior mistério da raça cigana para o "não cigano"?
Eu respondo: as ciganas.
Sabemos que têm de casar virgens, têm de ter o cabelo comprido, mas será que só o cabelo da cabeça é que tem de ser comprido? Será que se depilam, ou são farfalhudas? E se se depilam, podem aparar a rata?
Esta era uma questão pertinente até há bem pouco tempo para mim.
Esta semana estava uma cigana na rua, sentada no chão, a pedir dinheiro. Até aqui nada de anormal.
Qual acham que era o truque para derreter os cubos de gelo que passavam ao seu lado e deixarem uma moeda? Um puto ao colo? Dois? Fazer uma cara triste?
Nada disso. Estava sentada no chão, de perna aberta e de saia ligeiramente levantada. Só não via quem não queria.
E não é que tinha saída?
De facto, as gajas são lixadas e os machos são mesmo estúpidos.
Um gajo paga para ver a Mona Lisa, porque não pagar também para ver a "Mona Rachada Pintelhuda"?
O saber abrir as pernas é uma arte e isso tem o seu preço.
Eu é que não dava para cigano. Casar-me com uma virgem? Deve ser. "Pára que está a doer" (dor de tomates certa); "Não ponho isso na boca. Parece nojento." (sempre a mesma merda); "Detesto nhenha. Se te vens na minha boca vomito-te em cima" (merda, tenho de procurar outra, ou ir às putas que até sai mais barato e é certinho); "no cú? Se o cagalhão que larguei ontem doeu, quanto mais uma merda dessas" (quem manda ser grande?)
O que é certo é que se eu fosse cigano tinha mais cabelo. Já viram algum cigano careca? Ah pois é. Nada como a sujidade para ganhar calo.

Mesmo assim deixo o conselho: passem as virgens a outro com mais paciência e aproveitem as ensinadas. Menos trabalho, outro conforto.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

terça-feira, janeiro 05, 2010

Dar e Receber


Olá, "famila".
Não, o alcool não deu cabo de mim. Aliás, como poderia estragar, se o alcool conserva?
"E ao quinto dia de passagem de ano, ele descansou e ingeriu um golinho de água" - palavra do senhor que me viu a beber água.
É verdade. E vejam só. Assim que engoli a água, engasguei-me logo.
Conclusão, a água não deve fazer assim tanto bem à saúde, uma vez que o corpo manifesta-se em sentido contrário.
Se te engasgares com o vinho, ou cerveja, ao ponto de sair pelo nariz (sim, também já aconteceu), só faz bem, porque desinfecta as vias respiratórias.
Com água, lava mas não desinfecta.
E que estranho é ver os únicos raios de sol do dia, apenas quando me vou deitar.
Desta forma, acordar de noite outra vez, é como se nunca tivesses saído da festa.
Sim, houve "mines", vinho e uma garrafa de bacardi para desenjoar a cerveja.
Boa música, pratos espectaculares (nem podia ser de outra forma, tendo em conta quem foi o cozinheiro) e o melhor de tudo, a companhia.
Mandem bocas, ao meu forno a lenha, seus cabrões. Mandem. O que é certo, é que o cabrão do javali ficou um mimo.
Enfim, bebedeiras à parte, tenho de falar numa coisa que também marcou esta época: as prendas de natal.
Ai Natal, coisa linda, amor e paz. Tudo bem, mas e as prendas?
O que seria do Natal, sem o chocolate e a peúga?
Aliás, as primeiras coisas que o Grinch roubou, foram as peúgas e os perfumes.
Mas essa época traz outros sentimentos, nomeadamente aquele que sentimos quando recebemos uma prenda de alguém que não estavamos à espera e para quem não compramos nada.
O que fazer?
Ir à pressa comprar qualquer coisa?
Embrulhar uma caixa de "ferrerro rochés"?
Ou agradecer e pensarmos: "Olha que maravilha. Esta é uma época de dar e não de receber."
Esta última alternativa é fantástica, sobretudo porque é aquela que nos faz poupar algum dinheiro na compra de algo sem significado só para dizer que também compramos.
O verso da medalha é que, provavelmente, deve haver mais pessoas com esta ideia, o que significa que podes ser alvo desta crença.
Mas o verbo "dar" é dos mais bonitos, senão vejamos: "dar amor", "dar prendas", "dar carinho", "dar uma mãozinha", "dar uma", "dar a pássara",...
E o que seria do verbo "dar" sem o verbo "receber": "receber amor", "receber prendas", "receber o cuzinho", receber um broche",...
Sim, acho que gosto mais do verbo "receber".

"Dêem" e "recebam" muito.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

domingo, janeiro 03, 2010

Cuidado ao cair!


Campanha publicitária patrocinada pelo hospital de Almancil devido à constante ocorrencia dos factos descritos no vídeo por um anónimo jovem advogado que desde o incidente do supermercado passou a sentir o mundo de outra forma.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Wrong, or right hole

Aqui vos deixo uma balada para ouvirem com aquela pessoa de quem gostam e querem ver ao vosso lado durante toda a vossa vida.
Pequenos enganos. E depois? Acontece.
Mas lembrem-se de não serem precipitados como o homem do videoclip.
O homem pensava que tinha feito merda, mas era na merda que ele devia ter ficado em vez de o tirar logo com medo de a assustar.
Mais. No cú, confiando na pessoa nem é preciso pílula, nem perde o efeito com diarreia. Antes pelo contrário, até ajuda.

O cú é como os buracos negros do espaço. Uns têm medo, outros têm curiosidade, mas todos ambicionam lá ir um dia.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sábado, dezembro 26, 2009

Curtas, mas grossas


Então, que tal de Natal?
Tiveram a sorte da prenda da mulher nua só com o barrete do pai natal? O mais parecido que tive com isso, foi lamber os bordos de um copo de brandy para aproveitar as últimas pingas, com o barrete do pai natal. Enfim, cada um tem o que merece.
Mais alguém acha que o cabrão do pai natal é de esquerda?
Um gajo com barbas de marx e vestido de vermelho, poderá ser de outro partido que não do PC?
"Ah, mas ele é uma criação dos americanos." - dirão vocês.
EEEEEEEEEEEEEEEEEE, deve ter sido criado por americanos comunistas ("americanos comunistas", que moca)
Continuando, como prémio de consolo, recebi um pack de peúgas brancas (sim, foi uma amiga da minha avó que mas ofereceu; não é mito), o tal ferrero rocher e o tal perfume acompanhado de uma camisa. O que seria do Natal sem estas prendas?
Qual é o problema das peúgas serem brancas? Ninguém gosta de peúgas desta cor, porquê? Só porque parece que tens o pé engessado? Ou porque parece que estás a imitar um estilo longínquo do Michael Jackson?
É também uma época de mensagens engraçadas sobre a vida sexual do pai natal e sobre as problemáticas do presépio.
No entanto, senti que este ano, o telemóvel teve menos impacto. Lembro-me de natais em que recebi "N" mensagens, precisamente na mesma época que recebia e mandava toques para telemóveis só para dizer que estava a lembrar-me daquela pessoa. Se, hoje, alguém me mandasse um toque, pensava "man, que foi isto? Ficou sem bateria, ou quê?".
Sinais de velhice?
Nem pensar. Sinal de evolução.
Mesmo assim, essa evolução tem contras.
Ligar para alguém que não atende, pode ser uma tortura, ou porque temos urgência em falar com a pessoa, ou porque queremos dizer "olá".
Aliás, não ligar logo a seguir pode ser um truque. "Vou deixa-lo/a suar um bocadinho que eu já ligo" - poderão alguns pensar.
Meus amigos, nada mais errado. Eu já usei esse truque e até pode resultar às vezes, mas estiveste a perder tempo com uma táctica que tem mais probabilidade de arrefecer, ou aborrecer a outra pessoa. Para quê? Durante esse tempo, podias estar a receber uma chamada para tóquio, mas não, vamos lá deixa-la suar.
Podias tê-la contigo, de cabelo solto, com um fio dental altamente, mas em vez disso estás a deixar passar tempo e ocupas-te a ver telesivão para transmitires a ideia de castigador. Please.
Fio dental.
Ontem, esse tema foi abordado num jantar com amigos.
Porquê chamar fio dental a um pedaço de tecido que serve para aconchegar a rata e enfiar a outra parte entre as nalgas?
Não teria mais lógica chamar-lhe "fio conal".
"Fio dental" é para os dentes.
Desde quando o cú tem dentes? Hum, um cú com dentes para dar dentadinhas. Hum.
Voltando. O mais parecido são os lábios da "passarola", mas não se justifica.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Feliz Natal


Feliz natal, "famila".
O que é o Natal, afinal?
O Natal é família, bacalhau, prendas, amor, pai natal, vinho, conhaque, mulher nua só com o barrete do pai natal, "Sozinho em casa" na televisão, Natal dos hospitais e episódio especial dos morangos com açucar.
Há pessoas qu edesejam um "santo natal".
Não desfazendo, mas que é isso? "Santo Natal"? Estarão a desejar um natal sem ripadas? Ou um Natal com santas ripadas?
Enfim, acho que prefiro o "feliz natal".
Resumindo e evitando o caminho das sms engraçadas desta altura do ano, Feliz Natal, punheta, para todos os que acompanham e para os que não acompanham este blog (para os que não acompanham visto que não o estão a ler tenho a dizer uma coisa: toscos, como é possível não acompanharem este blog) e tentem festejar e beber mais do que eu. Eheheh.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Defecar


Ora aqui está uma mensagem perfeitamente perceptível por todos.
O autor é, de facto, extraordinário.
A forma como compila a experiência de campo, com a teoria, finalizando com o senso comum.
Muito bom, sim senhor.
O ritmo também não foi escolhido ao calhas.
É aquilo a que chamo de "ritmo do tarolo" - com calma, devagarinho para não arranhar as paredes e de forma relaxante.
Há pessoas que sentem prazer no acto de evacuação, outras pouco sentem, porque em vez de cagar, deixam cair, outros vão caiando as paredes e outros como eu, apenas sentem alívio.
Porquê alívio?
Porque põe o fim a uma aflicção, a qual, por vezes, nos dá suores frios e perda de força nas pernas (sim a força tem de estar nas zona das nalgas e as pernas são secundárias).
E tu? Do que serias capaz para ter uma sanita, ou um arbusto ramudo, quando tens o maganito à porta e com as nalguinhas quase dormentes com força que estás a fazer?
Uns dirão que davam uma fortuna, outros fariam outras coisas menos próprias. Eu, hum, se tinha de dar alguma coisa exagerada por uma sanita, ou por um arbusto ramudo, simplesmente procurava uma árvore. Se não houvesse, os meus boxers são justos e acho que aguentavam o peso até casa.
E vocês perguntam: "Mas de que estás a falar?"
E eu respondo: "De merda, claro."

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Sítios cheios como um ovo


Há muita gente que gosta de sítios cheios. Quando falo de "sítios" falo de bares, discotecas,... locais de convívio, vá.
Eu próprio gosto de ir a estes sítios e de vê-los compostos, com muita gente, mas de forma a conseguir mexer-me para além dos olhos.
Quando está uma multidão dentro de uma casa, tudo bem que podemos dar umas apalpadelas, levantar a mão para coçar a cabeça e lá se sente mais uma maminha,... e isto é bonito, mas e o resto?
E não conseguir chegar à bica da cerveja? Querer beber um copo com os amigos e o mais parecido que se consegue é sentir o cheiro dos copos dos outros, ou de um arroto perdido, ou mesmo a vodka que nos entornaram por cima?
Mas há pior (para mim, claro).
E por pior, entendo que seja um sítio com muita gente, onde se consegua chegar à bica, ou à grade.
Estranho? Nada disso.
Um gajo pede uma cerveja. Mas não se vai ficar por aí (a não ser que seja um preço enrabador). E continua a pedir.
A certa altura, a cerveja diz que tem de sair e o Zé Tolas pede para falar contigo a sós. Vais para um sítio, o qual chamo carinhosamente de "casa de banho", WC para os amigos, onde possam estar mais à vontade.
No entanto, a merda do bar está cheio e só consegues ter espaço para pedir copos (está bem, fiquei encostado ao balcão e depois?). Há fila para a casa de banho dos homens (onde nós já chegamos).
Algum dos machos que esteja a ler isto sabia que quando há fila para a casa de banho devemos ir logo para a fila antes de estarmos aflitos? Eu já sei, graças a duas, ou três pinguinhas.
Ah, finalmente, chega a nossa vez. Entro na casa de banho e reparo que existe um urinol comunitário. Please. Eu sou de direita. Eu gosto de urinar à vontade para o meu urinol sem ter gajos encontados à esquerda e à direita a tentar ganhar "espaço de mijo". Mais, para este acto, é preciso descontrair. Como é que se descontrai com cabrões a empurrar para ganhar posição?
Aquela merda lá acalma e depois de muitos entrarem e sairem da casa de banho, lá fico com mais espaço. É agora. É merda. Chega um bêbedo que empurra a porta e dá-me com ela na mona. O Zé Tolas contrai outra vez.
Tento pensar que estou a urinar para a cara de alguém que gosto menos. Eheheh. A imagem é linda, mas continuo sem conseguir, porque o bêbedo está a comparar tamanhos. Depois começa-se a abanar e a regar o urinol todo. Sim, senti uma pingunha na minha mão esquerda. AAAAAAAAAHHHHHHHHHHH.
Chega. Vou para a sanita que finalmente ficou desocupada. Man, que cheiro. O gajo que esteve ali antes estava morto e ainda ninguém lhe entregou a certidão de óbito.
Não consigo. O cheiro está matar-me. O cú daquele cabrão deve estar ligado às câmaras de gás do canil da zona.
Com tanta merda, saio da casa de banho, porque parece que a vontade passou. Chego ao pé do pessoal e já tenho uma imperial à espera. Começo a beber. Volta a vontade. Merda. E agora?
Não consigo falar. Só sorrio. O pessoal pensa que estou bêbedo e que estive a fumar uma ganza na casa de banho pelo tempo que demorei.
Volto à casa de banho. Mais uma tentativa. Impossível. Não havia fila, mas os empurrões continuam. Não consigo concentrar-me.
Saio. O pessoal olha para mim com cara de preocupado e da ganza passam a pensar que tanta casa de banho deve ser coca.
Um deles está muito bêbedo e quer ir para casa. Salto logo para a frente e digo que o vou levar a casa.
Sinto o olhar preocupado de todos fixado em mim e nele, como se fosse leva-lo para maus caminhos.
PORRA, só quero mijar, punheta.
Lá saimos. Na viagem de carro, parece que tenho um garrafão de 5 litros dentro de mim, que chocalha a cada lomba que apanhamos.
Chego a casa. Salvação. Mijadela com peidaria. Ah, que alívio. Quero lá saber se estão gajas em casa, ou se o autoclismo está entupido. As gajas têm orgasmos múltiplos? Pois, eu estou a libertar mijo acumulado de horas. Ahahah. Vejam se batem esta sensação e com mesma duração de alegria.
E pronto, lá se acabou uma linda noite de ramboia com os amigos em que estou na cama a pensar no que teria sido se eu tivesse mijado antes e onde descobri que existem pessoas que conseguem urinar a dois metros do urinol.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Bidés e borbotos


Pessoal, amigos no geral, cabrões no particular,
Hoje venho falar de algo que ultrapassa a compreensão do ser humano. Sim, estou a falar do "bidé".
É verdade. Essa louça da casa de banho pouco, ou nada, usada, mas a qual tem de estar presente nas nossas casas de banho.
Para quê, pergunto eu?
Para lavar os pés? As partes baixas? O cú? A cabeça?
Isso, para mim não é banho checo, é lavar por partes, como fazia a minha bisavó, mas a sra. não sabia o que era uma banheira.
Sabem o que é uma banheiras, utilizadores de bidés?
Enfim. Mas se a minha casa de banho não tiver bidé, vou ouvir merdas como:
-"Man, não tens bidé na tua casa de banho? Ahahah." - mesmo que o cabrão que está a rir não o utilize na sua casa.
Ou seja, o bidé é como a Linda Reis. Toda a gente sabe onde está, para que serve, mas ninguém lá vai a não ser por extrema necessidade.
Ontem, um gajo passou por mim e disse:
-"Olá, está tudo bem?" - e continuou a andar.
Para quê a porra da pergunta se não estava interessado na resposta?
-"Olha, nem por isso. Tenho um pêlo encravado entre as nalgas, mas custa-me virar o cú para o médico e afastar as bochechas, porque sogre de gases." - já o "perguntador" estaria a uma distância de 100 metros e a cagar para se estava bem, ou não.
Mas as pessoas fazem perguntas assim sem querer saber a resposta. Por que não ficam pelo "olá"?
E porque motivo alguém fica ofendido se lhe chamarem o nome de um animal, como por exemplo "camelo"?
É porque está a dizer que tem as bolas em cima das costas? Estará a dizer que o gajo é peludo? E se lhe chamasse "peluche"? É porque o camelo é montado por pessoas, ou porque caga às bolinhas?
Enfim, vai-se lá perceber o que as pessoas querem dizer.
Se alguém nos chamar "cara de cú", devemos ficar lixados?
O que é um cú? Não Sengo, não é para comer. Aliás, também, mas não é o caso.
Estaria a pessoa a dizer que temos um buraco quente e sujo na cara? A isso chamo de nariz com macacos.
Estará a referir-se às nalgas e diz que a nossa cara é redonda e macia, ou que é flácida? Estará a falar de algum cú em especial?
Isto é ofensivo, se gostarmos de cús?
Enfim, alguém instituiu que estas e outras expressões eram ofensivas e pronto.
No entanto, admito que chamar cabrão, ou algo semelhante a alguém que me irrita é libertador.
E perguntam-me vocês:
-"Oh cabrão, ofendes-te se te chamar "filho de corno?"
Não percebi que merda de pergunta vem a ser essa, mas fiquemos por aqui.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

domingo, dezembro 06, 2009

Pois é assim


A televisão, sem dúvida, está virada para as velhas e pessoas com problemas emocionais, ou sem vida própria.
A partir das 21h30, sensivelmente, levamos com o quê? Novelas. E quando pensamos que já acabou a novela, vem o quê? Novela. Fartamo-nos, olhamos para a programação da Nova Gente e vemos que vai dar um filme porreiro na TVI. A seguir a quê? À terceira novela que passa de empreitada.
Conclusão: as nossas televisões devem mesmo partir do princípio que o português não tem vida e precisa de se inspirar nas vidas retratadas nas novelas.
Não está mal pensado, mas esquecem-se de ajudar quem precisa de relaxar e "meter as mãos ao trabalho".
Onde estão as gajas semi nuas em programas como o antigo "Água na Boca"?
Quem não se lembra das "meninas chin-chin" e de ouvir o apresentador a dizer qualquer coisa como:
- "E alora 5 mil fitxes para mostrare la ratola." - italiano brilhante, deverão estar a pensar.
Companheiros e companheiras, mas o que importa o que o homem dizia? Desde que ouvesse mamas a saltitar e o strip integral no final do programa, o resto ficava no arquivo para apagar assim que possível.
Mas pronto. Esse lindo programa foi para o galheiro. Ga-lhei-ro.
Porquê? Porque as gajas não viam aquilo.
Passarem a procissão das velas, está bem. Gajas a despirem-se, não.
Seremos nós um país de beatas e falsos púdicos?
Não acredito que seja bem assim.
Elas é que são mais do que nós, machos.
Ponham um programa com os irmãos Guedes e o Rodrigo Santoro a despirem-se e é sentir a humidade no ar a aumentar. Até as velhas viam e tiravam o pó da serpentina.
Ainda ontem, estava a ver publicidade na televisão (o meu programa preferido da televisão depois das 21h30) e descobri que existem comprimidos vaginais.
Comprimidos vaginais.
E eu pensei cá para mim:
-"Está correcto. Não são rejeitados com vómitos e não atacam o estômago."
Eu sempre disse que os supositórios, nas mulheres, deviam ser aplicados com cuidado, para evitar enganos. Chegas ao cruzamento e não sabes para que lado deves virar. Sim, porque os dedos não têm GPS.
Pois estes comprimidos nasceram disso mesmo, de um engano na rota. E puff, fez-se o comprimido vaginal.
E não me admirava que um dia inventassem um charope em que tinhas de um usar "o esfrangalhador" como palhinha.
Hum. E usa-lo como seringa de supositórios líquidos?
Fica a dica para desbravar o mito e reduzir as desculpas.
No fundo, as mulheres andam a tentar controlar esta merda toda e nós assistimos.
Têm comprimidos vaginais, a maior parte da publicadade é com coisas para elas (se bem que aparecem algumas boas semi nuas a pensar em nós) e mesmo que tenhas o comando da televisão na tua mão, ela tem a ficha e a tomada.
Temos de ser perspicazes e dar-lhes a volta.
Como, perguntarão vocês, sem perder regalias e evitando amuos e climas tensos?
Simples. Comprem uma televisão para vocês e arranjem um computador com internet.

As mulheres são como as minis. Cada uma tem a sua forma de ser pegada, de ser ingerida, o seu sabor e a sua forma de ser aberta.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, novembro 30, 2009

Isto ainda há coisas que...


Uma coisa com a qual concordo e já escrevi aqui anteriormente, é com a igualdade entre homens e mulheres.
Devemos ter os mesmos direitos e as mesmas oportunidades.
E este é um pensamento bonito, mas e na prática?
Quantas vezes não lhes damos oportunidade de escolherem, ou decidirem alguma coisa e ouvimos "tanto faz", ou "é igual", ou "tu é que sabes. Para mim as 4 hipóteses são boas".
Oh please. Querem, ou não querem participar no acto decisório?
Então, o macho decide, por exemplo, ir jantar num restaurante italiano.
"Hum, vamos ao italiano da esquina? Hum." - diz a gaja.
Percebemos que algo não está bem e perguntamos outra vez se prefere outra coisa (isto, depois de lhe ter perguntado umas 2 vezes o que queria fazer, de ter dado hipóteses e de ter ouvido "tanto faz").
"Sabes, não me está a apetecer muito massa. É muito pesado para jantar."
Ouvido isto perguntamos o que sugere.
"Tanto faz, mas massa não me apetece."
Vira-se o carro e segue-se em direcção a outro sítio com umas espetadas de tamboril bem boas. É um prato mais leve e ela gosta de peixe.
"Ah vamos aí?"
"Bom, o que virá desta vez". - pensa o coitado.
"É um sítio muito grande e apetecia-me estar num sítio mais acolhedor bem pertinho de ti".
"Podemos ir ao Quebra-Bilhas." - diz o macho, já com pouco entusiasmo.
"Aí não. Está muito barulho. Queria um sítio mais calmo."
"Como por exemplo?" - diz o macho, reparando que ela tem alguma coisa em mente.
"Não sei. Tu é que conheces os sítios."
"Mas tens algum em mente?"
"Não. O importante é estar contigo."
Como terminou a frase de uma forma querida, o macho ganha novo fôlego e lembra-se de um sítio que encaixa na descrição e faz inversão de marcha.
"Vamos ao Zé Tó?" - diz a cabra com voz de desilusão.
"Não gostas do Zé Tó?"
"Gosto, mas vamos sempre aí. É sempre o mesmo."
Pára o carro e de forma ainda meiga, para disfarçar a falta de vontade de estar ali, pergunta à gaja:
"Vá. Diz aí um sítio. O primeiro que te vem à cabeça. Fechas os olhos e lembras-te de..."
Ri-se e diz:
"Não tenho grande imaginação. Não estou a ver nada."
"Então, que te apetecia comer?"
"Não tenho grande fome." - diz a vaca.
O gajo desnorteia e segue para casa, porque a vontadinha de um jantar a dois num restaurante ficou algures entre as indecisões e as inversões de marcha. Até o ambiente foi para o galheiro. Ela está gira que está, mas o romance foi-se e se for para come-la só à canzana contra o lava-loiças, dando-lhe palmadas com o ralador.
O gajo apenas quer chegar a casa, respirar fundo e fazer uma massa qualquer, porque entretanto, já é tarde para estar com grandes invenções e mesmo farto do início de noite, está com uma fome que nem vê bem.
"Pronto, nunca vamos a lado nenhum. É sempre a mesma coisa. Nunca me levas a sítios bonitos. Ficamos sempre em casa, ou então vamos beber copos com os teus amigos. E nós? E seres um bocadinho romântico de vez em quando?" - e felizmente amua e cala-se.
Sim, o ambiente está uma merda, mas pelo menos está calada. E agora, o gajo só tem vontade de dar um grito à Tarzan, espetar-lhe o nabo, atira-la contra a parede e chamar-lhe osga.
No entanto, provavelmente, o mais parecido com sexo que vai ter nesse dia, é sentir o bafo dela no focinho quando estiverem a dormir.
Bom, pelo menos não pode queixar-se que ele não está em contacto com o seu interior.
O macho até é romântico, mas a falta de capacidade adivinhatória é que atrapalha.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

terça-feira, novembro 24, 2009

O Jantar de tertúlia, nos anos 50


Realizou-se no dia 24 de Outubro de 1950, nesta nossa bela cidade de Coimbra um jantar de Tertúlia onde estiveram presentes alguns dos mais ilustres filhos da nação.
Neste encontro, os colegas de curso puderam matar as saudades que se foram acumulando ao longo de toda uma época de trabalho.
Como não podia deixar de ser, foi celebrada uma missa na Sé Nova em homenagem ao Senhor Professor Doutor António de Oliveira Salazar, a qual foi acompanhada no canto pelo Dr. Sengo, e no órgão pelo Dr. Guterres, que deixou extasiados alguns tertulianos.
“Foi um cerimonial muito bonito, espero que o Doutor Salazar esteja à frente dos desígnios da Nação por muitos e longos anos”, disse o Dr. Almancil não conseguindo esconder as lágrimas.
A emoção apoderou-se de todos quando o Dr. Sengo, recentemente eleito Regedor de Província, recitou uns bonitos versos da sua autoria.
Seguiu-se um desfile pela Alta até ao velho café do “Académico” onde, num ambiente de maior descontração, cantaram uns fados de Coimbra, sempre acompanhados, como não podia deixar de ser, pelo vinho tinto que dá de comer a tantos compatriotas nossos.
Pelas 20 horas da noite, os insignes doutores dirigiram-se até ao restaurante, que propositadamente havia feito umas ementas em homenagem aos seus tempos de estudantes.
“Admirável como conseguem imitar o sabor a Lombo”-afirmou um dos convivas, o Dr. Mário.
Durante o maravilhoso repasto debateram-se inúmeros temas, discutidos superiormente por tão ilustres cabeças, como por exemplo a calma que se vive nas colónias, a nossa relação com Itália, a visita de uma célebre actriz Carioca de nome Maité Proença.
Este assunto empolgou os tribunos, “casa com o Salazar”, diziam uns, “respira beleza e encanto, típicas de uma Brasileira”, contrapunham outros.
Para concluir o encontro, realizou-se na Praça da Canção um Sarau Monumental abrilhantado pela presença das mais belas meninas da alta sociedade Coimbrã, que esperam encontrar ali um bom marido.
O encontro foi um verdadeiro sucesso, esperando-se a realização de um outro em Maio.
Saudações Bacantes
Dr. Sardinha

segunda-feira, novembro 23, 2009

Unhas


Estava eu no meu escritório entre consultas importantíssimas que alteram radicalmente a vida de quem as recebe. Que acontecem de X em X tempo, não sendo X uma constante mas sim uma variável, ou seja a olhar para o patego, quando me lembrei de contribuir com algo para o nosso sumptuoso Blog. Com esse intuito lembrei-me de uma temática que pode pôr em causa, de uma forma irremediável, a relação de um casal., e lá estão vocês a pensar “pronto lá está ele a pensar em sexo outra vez”. Não, desta vez não estou, refiro-me como é óbvio à unha, à unhita, à unhaca. Quer a dos pés quer a das mãos, vamos lá imaginar o que seria se a fêmea Alpha, ou seja uma qualquer coisa Chaves, tivesse a bela da unhaca completamente fossilizada, escura, a roçar o Mantorras, seria o suficiente para não existir uma qualquer aproximação. Mas se a mesma estiver arranjadinha, lá volta a referida fêmea a atingir o seu estatuto de Desusa. Ou seja os pormenores contam muito e a unhita é um pormenor apenas e só essencial, não faz é qualquer tipo de milagre pois se uma tal de Odete S….. tivesse a unhita bem tratada, linda, completamente esbelta, cheia de brilhantes e cores então, e acho que falo por 99,9% dos homens, com a honrosa excepção do comendador dos Algarve, continuaria a ser uma das ultimas mulheres com quem alguém com o juízo todo teria algo. A não ser que fosse obrigado, e obrigado falo a estar em coma e terem dado viagra em vez de soro, estar amarrado sem qualquer hipótese de roer uma cicuta ou então estar completamente embriagado naquela fase em que já só há princesas…

Moral da história, a unhita não torna ninguém mais apetecível mas pode, e tira, o interesse todo a alguém quando está mal tratada.


PS: Acho que desta vez bati o teu castanhito Alma.



Um abraço Sengo