sexta-feira, dezembro 17, 2010

Boas Festas!

Caros tertulianos, amigos e amigas, anónimos e anónimas, e gajas boas que gostam de vir aqui dar uma espreita:

Meus amigos e amigas,

Bem sei que o tempo é de crise...

Mais me contrista saber que o futuro provavelmente também será de aperto...

No entanto, também acredito que é na adversidade que se vêem os heróis!

E eu acho que nós somos verdadeiros heróis!

É no entanto fundamental que não deixemos de sonhar; porque é no sonho que tudo começa!

Assim, e porque a felicidade é sinónimo de que a vida não corre em vão, esqueçam as tristezas que vemos todos os dias e desfrutem deste privilégio que é viver!

Corram pelas vossas paixões!

Amem quem vos ama!

Respeitem quem vos respeita!

Dêem valor a quem o merece!

Não deixem nada por dizer, nem nada por fazer!

Demonstrem a vocês mesmos que são fortes, e valorizem-se sempre a 100%, porque o mundo é um jogo, a vida é uma regra e desistir é batota!

:-)

Não tenham medo e sejam felizes!

SEMPRE!


DESEJO-VOS UM ÓPTIMO NATAL JUNTO DE QUEM MAIS GOSTAM E UM ANO DE 2011 PLENO DE SONHOS, PAIXÕES E CONCRETIZAÇÕES PESSOAIS!

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Desabafo de um almoço


Fui convidado para almoçar.
Fantástico. Almocinho de borla, boa companhia, tudo a correr bem.
O almoço era feijoada.
Gosto de feijoada. Continuava tudo a correr bem.
Tintinho e tal.
Optimo.
Reparei que estavam a passar uma travessa com algo que parecia carne frita aos bocadinhos, como entrada, feita pela mãe da minha colega (quando dizem que um prato foi feito pela mãe, ou avó de alguém, parte-se do princípio que é fantástico. Até se formos ao macdonald's e virmos a avó de um amigo a fazer os hamburgueres ficamos logo com a certeza que são de uma vitela da sra. que a mesma fez o pão e que é tudo sadio).
Tirei duas colheres para o prato.
Vou espetar-lhe os dentes e ouço a minha colega dizer que tinha escolhido só os bocadinhos de bofe (para os leigos, é pulmão do porco).
Pensei:
-"Vá lá que tirei só os bocados de febra."
Vai a mãe da minha colega e diz que devia tirar um bocadinho de cachola (figado de porco).
Pensei:
-"Ai mãe. Será que isto é febra?"
Porra.
Era figado.
E eu que gosto tanto de figado como de rebolar nú num campo de urtigas.
E agora?
Vou devolver o que tirei à travessa?
Vou à casa de banho tirar o que está na boca e teimava em agarrar-se à lingua, enquanto esta tentava espulsa-lo pela goela abaixo e deixar de sentir aquele sabor?
Enfim, toca a engolir e a despachar a coisa.
Perguntaram-me se estava a gostar.
Não estava para mentir e disse que não era apreciador, mas que estava bem confeccionado (traduzindo: ai mãe. Nem sei como ficou cá dentro)

Conclusão: depois da goela, o cú que "s'avenha" com ela.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Bravo Jéssica!

Jéssica, já foi pior, mas é uma pena constatar que a imprensa de hoje dá mais importância a um jogo dos 16/avos da Taça de Portugal de futebol, do que a uma grande mulher que fez de Portugal campeão europeu de corta-mato pela primeira vez a título individual.

Depois do 2º e do 4º lugar, aí tens a merecida recompensa!

Parabéns!

O ouro é nosso!

P.S. - Parabéns também à Dulce Félix pelo bronze e a toda a equipa por mais um título colectivo, e já agora ao jornal Público por ser a excepção.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Tiki-Taka

Um, dois, três, quatro, cinco...

Parece fácil!

:-)

O que vale ao nosso Zé, é que se há coisas em que ele é bom, uma delas é no trabalho psicológico....

Cristiano, estás a ver? Há menos de 15 dias contra quase os mesmos jogadores, jogaste muito melhor!

Quem é que te disse que jogas melhor nos clubes do que na selecção?

:-)

domingo, novembro 28, 2010

Futsal d'alegrias!

Pela primeira vez desde que me recordo (se calhar pela primeira vez na história do futsal), Portugal estará duplamente representado na "final four" da maior competição europeia de clubes.

Depois da grande vitória do Sporting ao início da tarde, também o Benfica acaba de carimbar o seu bilhete para a "final four".

Que o título de campeão europeu venha novamente para Portugal à semelhança do ano transacto.

P.S. - E o Porto não quererá tornar o futsal ainda mais atractivo para as massas, juntando-se aos 3 grandes de Lisboa?(seria imperdoável não incluir aqui o fantástico Belenenses...)

quarta-feira, novembro 24, 2010

Ai Jesus! Já foste!

Uma águia perdulária e desorientada ou como se escreve sorte e eficácia em israelita...

terça-feira, novembro 23, 2010

BRAAAAAAAAAAAAGA!

Epílogo segundo São Matheus!

E o sonho continua!

:-)

quinta-feira, novembro 18, 2010

Pensamento da semana


Pensamento da semana:
Quando uma mulher fica grávida, as amigas fazem-lhe carícias na barriga e dizem 'parabéns', mas ninguém apalpa os tomates do marido e diz
"excelente trabalho".

E nem venham com a conversa de que vocês é que têm o trabalho de parto e sofrem as mudanças normais da gravidez.
O que é certo é que se o macho não se concentrasse, não havia puto para ninguém.
E neste momento surgem as críticas femininas tais como "que grande trabalho", "vê lá, não te canses", "até parece que te sacrificaste e não gostaste".
Pois estes argumentos também servem para vocês quando se queixarem que tiveram de fazer um grande esforço para se concentrarem quando os vossos machos quiseram festa da grossa num palheiro em plena época de ceifa.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Partidazo!!!

4-o?

À Espanha?

Gostei de ver a selecção!
Num amigável com muito de competição, boas jogadas e muitos golos.
São estes jogos que levam público aos estádios!
Tenho pena de não ter estado lá.
Deixa lá Cristiano: o país não esquecerá o golaço que o fiscal de linha te "tirou"!




Post
replicado em: http://sempreosmesmos.blogspot.com/

sexta-feira, novembro 12, 2010

"Fodam-se", com o devido respeito


Ia a conduzir e ouvi no radio que os Fingertips apoiam o projecto Barrigas de Amor.
Pelo que percebi, este projecto vem sensibilizar as pessoas para a problemática do nosso país ser o 8º mais envelhecido do mundo.
Ou seja, vem alertar as pessoas para que aumentem a taxa de natalidade em Portugal.
Até que enfim que surgem este tipo de iniciativas, tão usuais na Roma antiga, se bem que aí era tudo ao molho, com confusões de orifícios - as tão conhecidas orgias (eventualmente, deviam sair dai algumas grávidas, visto que eram aviadas a escape livre).
De facto, acho que o ambiente economico-fianceiro que vivemos é o mais adequado para desatarmos a ter filhos.
Toda a gente se queixa que falta dinheiro, que "está mau", mas este projecto vem dizer para cagarem nesses pormenores e toca a ter bebés, porque o nosso país está a envelhecer.
É uma verdade incontornável, que o desemprego infantil está a aumentar a olhos vistos e este pode ser o caminho para inverter essa situação.
Há 100 anos atrás (nem tanto) este flagelo da nossa sociedade não se verificava. Quase todas as crianças tinham trabalho e sempre ganhavam para o paposseco.
Please.
Muito bom também, foi ouvir Joana Gomes (actual vocalista da banda) dizer que nos seus concertos tentam passar essa mensagem.
Como? Canta nua, esperando excitar o público masculino?
Praticam o amor em cima do palco, dando o mote?
Não sei, mas que quero estar no próximo concerto deles por estas bandas, lá isso quero.

Enfim, o que é certo é que para este projecto e para a própria banda a expressão "vai-te foder" nunca teve tanto significado como agora.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, novembro 10, 2010

Barbeiro e cabeleireiro


(Este post que se segue é pura parvoíce. Qualquer semelhança com a realidade, que existirá de certeza, não é coincidência, mas também ninguém a que barbeiro me refiro. Por isso: hã, hã, hã, hã, hã, hã)
"Famila". Essa Saúde?
Fui cortar o cabelo.
Até aqui o post parece estúpido (e qual é a novidade?), mas vai melhorar. Hum e vai dai, talvez não.
Fui a um cabeleireiro.
É verdade. Um salão com gajas.
Muitos pensarão:
-"Olha para este maricas que vai a um cableireiro em vez de ir a um barbeiro."
Bom, de facto ir cortar o cabelo a um barbeiro é de macho.
Normalmente, os gajos começaram a ir ao barbeiro com o pai e tornaram-se adeptos fanáticos daquele talhante de cabelos.
Corta bem? Corta mal? Isso não importa. O que importa é que é o meu barbeiro de há 30 anos e nunca reparei nessas coisas, pensarão os mais homofóbicos.
Nestes casos de longa ligação e confiança com o cliente, as converas entre barbeiro e cliente tendem a evoluir com os anos.

Até aos 10 anos:
Barbeiro -"Então, vamos lá cortar o cabelo à homem. Agora, é que as gajas não te vão largar? E essas notas? Não mexas a cabeça, senão corto-te uma orelha...

Até aos 17:
Barbeiro - "Oh cabranaço. É para cortar o cabelo, ou os pintelhos? Já bates à punheta, ou tens quem te bata? Queres que suba as patinhas, ou ficam à foda-se?

Até aos 23:
Barbeiro - "Oh paneleirote. Como estamos de grelo? Vocês não podem pensar só em copos que elas andam doidas de fome. E o nosso Benfica que só nos dá alegrias? 5 estrelas.

A partir dos 23:
Barbeiro - "Oh sr. dr. em que posso ajuda-lo? Faz mas é como o Sócratas e senta o cú na cadeira e só sais quando eu disser. Tens comido muitas doutoras?

Sim, as conversas do barbeiro são autênticos livros de instruções sobre o comportamento que o macho deve ter. Não há uma virgula que não tenha cariz sexual, ou futebolístico, ou político, se bem que este último vem no fim e com cara de tristeza e de desânimo, chegando a deixar a barbearia sem ninguém para ir beber uma mini contigo no café do outro lado da estrada.
Esta parte até é menos má. Pior é quando vai com outro e deixa-te à porta à espera que volte e de preferência ainda em condições de cortar o cabelo a direito.
Para além das conversas, o puto é gozado quanse sempre até aos 20.
1º é gozado porque chora e faz birra
2º é gozado porque começa a ter bigode
(Esta fase é horrível. Um gajo está a tentar habituar-se às mudanças do seu corpo e o cabrão só se mete com o bigode que começa a nascer e remata perguntado se já tenho pintelhos. Please.)

Para mim, até certa altura, ir ao barbeiro era um martírio. Depois, passou a ser uma escola, onde se aprende muitas coisas.
A que mais me marcou, tinha eu 13 anos, foi quando o homem explicou-me que e passo a citar "a cona dá peidos."
Eu tinha acabado de descobrir as maravilhas da masturbação e de repente o homem surge com aquela ideia cheia de sabedoria, a qual só percebi anos mais tarde e in loco. Obrigado, Sr. X pela lição, caso contrário, teria pensado que estava a comer uma boneca insuflável e que a tinha rompido, ou aberto o pipo.

Hoje, vou ao cabeleireiro, tenho um grupo de mulheres sorridente a olhar para mim e a cumprimentarem-me.
São muito delicadas a cortar o cabelo (o cabrão do barbeiro virava-me a cabeça como um homem das cavernas, pensando que estavamos no filme "O Exorcista") e ainda lavam-me a cabeça, massajando a mesma.
A maior massagem que tive do barbeiro era quando ele me espetava com uma esponja molhada nos cornos como se fosse lavar um carro.
Quem é o maricas agora?

O que é certo e correndo o risco de ser incoerente, é que aconselho a todos os putos a irem ao barbeiro, pelo menos durante uns anos.
Enrijece o carácter do puto.

Afinal de contas o barbeiro é como o ginecologista do macho. Estabelece-se uma ligação de confiança e pouco interessa se é bom, ou caro. A ligação está criada e pouco mais importa.

Uns abrem os olhos, sobretudo quando percebem que aquele barbeiro só conhece um penteado (normalmente, à escovinha e com a risca ao lado), outros continuam a sua aprendizagem com o homem da lâmina.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

terça-feira, novembro 02, 2010

Cheirinho do jantar


Ah, o momento pós-jantar de tertúlia.
A loucura.
A euforia.
O sentirmos a Patrícia e o deus Baco no meio de nós.
A ilusão dos solteiros de que nessa noite, não vão falhar e vão mesmo levar uma gaja para casa.
A ilusão dos solteiros de que essa gaja não vai adormecer logo.
A ilusão dos solteiros de que nessa noite vão mesmo facturar e ainda por cima com um ser humano.
No entanto, nem todos teriam essa sorte e alguns chegaram a casa sozinhos, ou pior, com um amigo bebedo que lhe deixou um rasto de vómito no corredor do prédio.
Facturando, sozinho com as suas mãos, ou a limpar a merda dos outros, o pensamento de todos eles era o mesmo: "Que grande jantar. Quando será o próximo?"

Peço desculpa, por não ter uma com todos, mas o fotógrafo também já estava aquecido e não se lembrou e por só agora postar algo sobre o jantar, mas o mesmo fotógrafo esteve a masturbar-se com as fotografias e só tive acesso às mesmas na sexta feira passada.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sexta-feira, outubro 15, 2010

Esclarecimentos


Bem, após ser achincalhado em praça pública, devo apenas esclarecer um, ou dois pontos.
De facto não gosto do cartola. Para além de ser mais caro, tem um serviço de merda (lembram-se de uma nossa amiga que pediu um café e foi servido 45 minutos depois, altura em que se levantou e foi embora - é por aí) e tem aquelas belas árvores carregadas de pardais para te cagarem em cima (diz lá que nunca te aconteceu, ou viste acontecer?).
Admito que andava mais um pouco para ir a locais onde as minis fossem mais baratas. Se posso andar mais uns metros e pagar metade (que em altura de grandes campeonatos faz toda a diferença, porque hei-de ser enrabado? Para poupar as solas?).
Sempre gozaram com as minhas sandes, mas no final da noite todos sabiam que o bolso da minha batina era uma tasca apetecível.
Em relação ao meu autoclismo, o mesmo não funcionava bem e demorava uma eternidade para encher. Logo, se o primeiro descarregasse, os outros 3, ou 4 não o podiam fazer. Saiamos e quando voltasse, tinha de levar com o cheiro da mijadela dos outros? Deve de ser.
No entanto, não deixa de ser curioso o facto de tantos gostarem de usar a minha casa de banho. Esses sim, estavam a poupar à grande. Na minha wc até podiam gastar papel como deve de ser em vez de usar a frente e verso do mesmo.

Lembro-se, também, de por várias vezes, pagar sacos de minis para levarmos para a casa de A e B (algumas vezes sem saber, é certo) e outras situações semelhantes.

Sim, partilho as despesas da viagem com outras pessoas, ou pensam que a minha carteira é um poço sem fundo? Aliás, não vejo qualquer injustiça, ou chulice.

Não podia acabar sem contar um clássico delicioso:
Tarde de copos no académico. Vem a conta e uma das pessoas que lá estava deixa-se ficar para trás e quando lhe pedem o dinheiro diz:
- Não tenho que chegue. Paga aí, que depois fazemos contas.
O pessoal que já o conhecia riu-se e cagou.
Ele, pensando que ninguém se adiantava, tira uma nota de 20€ da carteira.
Um outro que lá estava não se conteve e disse:
- Tu és impressionante. Pensava que estavas a falar a sério e ia pagar a tua parte.
- Bolas. Devia ter esperado mais uns minutos. - disse o chulo (nome fictício).
Este é de facto um grande clássico recente.
Visto de fora parece mau, mas nós que já nos conhecemos há muitos anos, até nos rimos disto tudo, quer na altura, quer passados vários anos.

E dia 23 de Outubro, lá estarei para recordar este e outros clássico e criar outros tantos com todos vocês.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quinta-feira, outubro 14, 2010

Luxos



Num futuro próximo, o carro será um bem de luxo. Apenas as elites e alguns habitantes da Cova da Moura poderão usufruir do prazer de conduzir um carro.

O Estado esfrega as mãos de contente, será um fartote de dinheiro a entrar.

Mas como combater este ataque? A resposta poderá estar no português típico. Senão vejamos, pegando num exemplo como o do Almancil.

O Almancil é dos maiores forretas que conheço. É capaz de convidar a namorada para um fim-de-semana a dois em Coimbra, ao mesmo tempo que aproveita para trazer quatro ou cinco amigos dentro do carro e obriga-os a pagar as despesas da deslocação. Como se isso não bastasse, o itinerário escolhido é, sempre (!), uma bela e segura estrada nacional.

Quando chega a Coimbra, o seu carro parece uma caravana de ciganos. Suspeito que se fosse a França lhe pagavam uma viagem até a Bulgária (e ele aceitava!).

No nosso tempo de Estudantes, comia sempre nas amarelas e em dias mais extravagantes, eram raros, ia aos grelhados deliciar-se com uma maravilhosa costeleta grelhada (alguém sabe quem é o Costuleta? Vejam no youtube). Nos jantares de tertúlia aproveitava os restos para fazer “sandochas” e ai de quem se atrevesse a tentar provar uma das suas meninas.

Que saudades dos tempos em que estava no cartola e o Alma fugia de mim como o diabo da cruz (o café era vinte cêntimos mais caro que na AAC). Ou quando tínhamos de fazer quilómetros para ir a um café onde as minis eram a um preço mais barato que na Praça.

“Mas isso não é ser forreta. Era normal para um estudante.”- Dizem-me.

E ir à casa de banho dele e não poder puxar o autoclismo, porque serve para a pessoa seguinte?

Dia 23 vou estar com ele em mais um jantar de velhos Bacantes, vou ver a caravana chegar, dar-lhe um abraço, e, como sempre, tentar cravar-lhe um jantar ou uma “mine”.

Um abraço Bacante



Sardinha

terça-feira, outubro 12, 2010

Que deseja?


Alguém me explica o porquê das pessoas aparecerem no msn, ou noutro chat, dizem "Olá", nós respondemos com um "Bom dia" e ficam-se por aí?
O que significa isto?
Precisam de alguma coisa?
Querem apenas dizer que estão online? Isso já eu sei. Basta olhar para a lista.
Então, para que raio dão inicio à comunicação e não querem nada?
Nem querem coscuvilhar, caso contrário viria alguma regateirice atrás, a seguir ao meu "bom dia".
Irrita-me um pouco, mas nada como clicar no "x" que está no lado direito da janela de conversação para me sentir melhor.
Um gajo está a fazer merdas, pára, pensa que precisam de alguma coisa, ou que vai sair algo dali, mas não. É só mesmo para dizerem que existem.
No secundário escreviam várias vezes o seu nome nos cadernos. Hoje, dizem "Olá" no msn.
Modernices.
Quem sabe se no futuro mostram a "bichana", ou o "maganito" para chamar a atenção e dizerem que existem!

Não esquecer que o jantar é dia 23 de Outubro.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, outubro 11, 2010

Onde andam eles?


Assim não há condições para trabalhar.
Há meses que não recebo mails com gajas nuas.
Recebo um ou outro com umas piadas, mas ordinarice, nada.
Como querem que trabalhe com um sorriso se durante o dia de trabalho não tenho onde lavar os olhos?
Um mail destes de dois em dosi meses é uma ofensa às minhas capacidades, porque eu sei que consigo mais.
Podem dizer, por que não dou um saltinho a este ou aquele site, mas acho que isso, durante o horário de trbalho seria pouco profissional.
No entanto, se vier em forma de mail, já é trabalho.
Enfim, foi apenas um desabafo.
Não se esqueçam do jantar dia 23 de Outubro e quem ainda não confirmou, que desencone e dê ao dedo para marcar a sua presença.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, setembro 22, 2010

Jantar de Tertúlia da latada



Olá "famila".
Parece que está a aproximar-se mais uma latada e por pura coincidência mais um jantar de tertúlia de velhos e novos bacantes. Em bom algarvio, é o "caldear" de gerações.
Assim sendo, o jantar de tertúlia será no dia 23 de Outubro, o qual, por pura coincidência, como já tinha dito, é no sábado da latada, às 20h30, no jardim da manga.
Todos aqueles que quiserem/puderem ir, queiram deixar a vossa confirmação aqui, ou na página da patrícia no facebook, ou liguem directamente para mim.
Venham dai as confirmações e as famosas desculpas para esconder a falta de ritmo/estaleca para este jantar.
Vamos, mais uma vez, encarnar o espírito bacante e viver Coimbra.
Contamos com todos.

Beijinhos no sítio do costume
Almancil

quinta-feira, setembro 02, 2010

Ida ao café


Isto da ida ao café é muito bonito.
Vamos lá, não só pelo café, a mini e a isca no pão, mas sobretudo porque sabemos que estão lá os nossos amigos. E aquele sítio parece o sítio mais fixe do mundo. Para quê ir a outro lado se o pessoal está lá e é tudo mais barato? Para não falar que já conhecemos o dono e se não tiveres dinheiro, logo pagamos no dia seguinte. Sem stress.
Mas e se formos ao café do amigo? Ou seja e se formos a um café que não conhecemos, nem conhecemos as pessoas, excepto o amigo com quem vamos?
Meus amigos, aí aquele café, mesmo que seja igual ao nosso, passa a ser uma casa com paredes brancas, bem iluminado, chão meio sujo, ou então a sujidade já se entranhou de tal forma que passou a fazer parte da cor do chão, sendo que se a mesma for retirada, os clientes vão logo dizer que o dono anda a encher-se com o dinheiro deles ao ponto de ter mudado o chão e que descaracterizou o espaço.
Há uma mesa de snooker, mas já está ocupada por pessoas que nunca vi.
Tentas integrar-te e se te convidam para jogar às cartas, alinhas. No entanto, começas a perceber que aquele pessoal leva as cartas demasiado a sério. Contam as cartas ao ponto de saberem quantos pontos já sairam, vão sair, naipes que sairam e que faltam sair,... Man, é só um jogo. Se quero ganhar? Claro, nem sei o que é jogar a algo sem que haja vencedores e perdedores, mas a minha cabeça não consegue gravar todas essas contas e tácticas das cartas. Eu sei que deve ter um truque, mas nunca percebi qual.
Resultado: vêem que jogas uma merda e que estás a afundar o teu companheiro que é cliente da casa e está a ser alvo de gozo, por parte dos mais velhos com o tal cigarro no canto da boca e uma mini cristal morna num canto da mesa e estás a deixar o teu amigo desconfortável ao pé do pessoal amigo dele.
E é aqui que me começo a passar com aquela merda.
Então, o raio do velho pede uma mini e deixa-a aquecer?
Mas que falta de respeito pela ética e protocolo da mini, vem a ser este? Quer demorar 3 horas a beber alguma coisa? Fácil. Pede uma aguardente, ou um ice tea e vai pedindo cubos de gelo.
Agora pedir uma mini deixa-la aquecer e morrer na mesa é um acto de vandalismo infantil e sem respeito por nada.
Voltando ao café. Perante este cenário das cartas, para salvares a honra do teu colega de cartas, o que fazes? Dizes que já chega e dás o teu lugar a outro.
Agradas o teu colega que deixa de ter um estorvo que o enterra e agradas o gajo que está em cima de ti a ver o teu jogo e a dar dicas ao ouvido.
Doninha de um raio. Queres jogar, diz logo, porra.
Sais das cartas. Segues para a mesa de snooker. Continua ocupada. Ficas a ver o jogo.
O sentimento de seca começa a apoderar-se de ti e o pensamento "alguém que me venha buscar" começa a ser constante e parece que o raio do relógio parou e nunca mais é hora de ir embora.
Sentes que o teu amigo se apercebeu que estás a secar. Não é de estranhar, já que te apanhou um dos bocejos dessa noite.
Assim sendo, para não estragares a noite do rapaz, juntas-te à tua amiga de longa data: a mini sagres.
Sentas-te ao pé do velho que estava a gozar, enquanto matava a sua mini, despachas a tua e perguntas se ele quer uma colher para a sopa que está dentro da garrafa.
O velho, que se julga grande machão, fica lixado, mas todos os outros se riem.
Foi uma jogada arriscada? Foi. Sem o riso dos outros ficaria cortado, sem direito a consumir o que quer que fosse, mas perdido por cem, perdido por mil.
Dez minis depois, o sítio continua a ser estranho e sem piada, mas pelo menos já não estou a olhar para o relógio e a secar. Porquê? Porque estava em processo de hidratação física e psicológica.

No fundo ir ao café do amigo é como comer a gaja de outro: no início vamos com fezada e entusiasmo, mas passado um bocadinho já sentimos falta da nossa.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

segunda-feira, agosto 16, 2010

Fui e já voltei



A pedido de alguns seguidores, venho em tom lusco fusco dizer:
-Calma punheta. Estive de férias e sem internet. Pronto, com internet, mas apenas a usei para ver gajas e sites de rebimbómalho.
Deixei-me só organizar algumas merdas e já estarei de volta.
Até lá, saudinha e boa apanha d'alfarroba.

Beijinhos no sítio do costume
Almancil

segunda-feira, julho 26, 2010

No meu tempo


No meu tempo os jornalistas eram Homens com H grande. A profissão de jornalista era tida como algo de sério.
Sempre que havia um conflito numa qualquer parte recôndita do mundo, lá ia um intrépido repórter, fotografo, câmara, filmar os combates travados, muitas das vezes debaixo de fogo.
Nem sempre corria bem, claro. Alguns eram vítimas do fogo cruzado, outros ficavam estropiados para a vida (como a jornalista da SIC, que a caminho de Bagdad levou com um tiro na nádega, “nas nalgas”, como diz um amigo meu).
No geral, eram vistos como Homens de armas, que, sem usar uma, iam de encontro ao perigo e os seus nomes ficavam para sempre nas prateleiras dos heróis da nossa infância. Quem não se lembra do Artur Albarran na Guerra do Golfo, ou a arrear na mulher? O Rodrigues dos Santos, sempre o avançado da RTP para a cobertura dos conflitos? O Sousa Martins….
Espera….O Sousa Martins?
Fixem este nome pois ele vai ficar na história do jornalismo Português. O jornalista da TVI que esteve na África do Sul será um novo ícone para a juventude portuguesa, e isso não afigura nada de bom.
Sousa Martins é um exemplo do bom trabalho feito pelos nossos patrícios nas lides jornalísticas. Assim que soube que ia para o Sul de África, toca a preparar as coisas para o passeio.
E, claro, que melhor maneira de se aprontar senão seguir as recomendações próprias para a altura:
Como em África são todos pretos, e para não passar desapercebido, toca a fazer solário até esturrar,
Como África é toda igual, seja no Senegal ou na África do Sul, toca a levar uma roupinha leve e clara, para suportar o calor.
E lá foi….
Que surpresa que não deve ter sido quando ao chegar a Joanesburgo verificou que os Africanos não são todos pretos, ou que, afinal o Inverno lá é frio, chegando perto dos zero graus durante a noite.
Como se devem ter sentido os nativos daquelas bandas ao ver um homem, qual Vasco da Gama, chegar àquele canto do Planeta cheio de echarpes coloridas e…bem…escuro demais para ser perto e baixo demais para ser branco.
O que deve ter sentido o câmara, quando o colorido todo atraia as atenções indesejadas num bairro como o Swetto. E, naquelas noites frias, quando se aninhavam os dois e sonhavam, não com o Mundial, mas com as quentes praias do Allgarve.
Aos olhos das nossas crianças a echarpe do Sousa Martins será um exemplo de tolerância e aceitação do outro. Do intrépido jornalista da Bola ou do Record que dormia profundamente enquanto o seu quarto estava a ser saqueado, os seus amigos violentamente agredidos, desse ninguém se recordará.
Assim termina uma página de ouro do jornalismo Português e se inicia uma lilás.

Sardinha