sexta-feira, outubro 15, 2010

Esclarecimentos


Bem, após ser achincalhado em praça pública, devo apenas esclarecer um, ou dois pontos.
De facto não gosto do cartola. Para além de ser mais caro, tem um serviço de merda (lembram-se de uma nossa amiga que pediu um café e foi servido 45 minutos depois, altura em que se levantou e foi embora - é por aí) e tem aquelas belas árvores carregadas de pardais para te cagarem em cima (diz lá que nunca te aconteceu, ou viste acontecer?).
Admito que andava mais um pouco para ir a locais onde as minis fossem mais baratas. Se posso andar mais uns metros e pagar metade (que em altura de grandes campeonatos faz toda a diferença, porque hei-de ser enrabado? Para poupar as solas?).
Sempre gozaram com as minhas sandes, mas no final da noite todos sabiam que o bolso da minha batina era uma tasca apetecível.
Em relação ao meu autoclismo, o mesmo não funcionava bem e demorava uma eternidade para encher. Logo, se o primeiro descarregasse, os outros 3, ou 4 não o podiam fazer. Saiamos e quando voltasse, tinha de levar com o cheiro da mijadela dos outros? Deve de ser.
No entanto, não deixa de ser curioso o facto de tantos gostarem de usar a minha casa de banho. Esses sim, estavam a poupar à grande. Na minha wc até podiam gastar papel como deve de ser em vez de usar a frente e verso do mesmo.

Lembro-se, também, de por várias vezes, pagar sacos de minis para levarmos para a casa de A e B (algumas vezes sem saber, é certo) e outras situações semelhantes.

Sim, partilho as despesas da viagem com outras pessoas, ou pensam que a minha carteira é um poço sem fundo? Aliás, não vejo qualquer injustiça, ou chulice.

Não podia acabar sem contar um clássico delicioso:
Tarde de copos no académico. Vem a conta e uma das pessoas que lá estava deixa-se ficar para trás e quando lhe pedem o dinheiro diz:
- Não tenho que chegue. Paga aí, que depois fazemos contas.
O pessoal que já o conhecia riu-se e cagou.
Ele, pensando que ninguém se adiantava, tira uma nota de 20€ da carteira.
Um outro que lá estava não se conteve e disse:
- Tu és impressionante. Pensava que estavas a falar a sério e ia pagar a tua parte.
- Bolas. Devia ter esperado mais uns minutos. - disse o chulo (nome fictício).
Este é de facto um grande clássico recente.
Visto de fora parece mau, mas nós que já nos conhecemos há muitos anos, até nos rimos disto tudo, quer na altura, quer passados vários anos.

E dia 23 de Outubro, lá estarei para recordar este e outros clássico e criar outros tantos com todos vocês.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quinta-feira, outubro 14, 2010

Luxos



Num futuro próximo, o carro será um bem de luxo. Apenas as elites e alguns habitantes da Cova da Moura poderão usufruir do prazer de conduzir um carro.

O Estado esfrega as mãos de contente, será um fartote de dinheiro a entrar.

Mas como combater este ataque? A resposta poderá estar no português típico. Senão vejamos, pegando num exemplo como o do Almancil.

O Almancil é dos maiores forretas que conheço. É capaz de convidar a namorada para um fim-de-semana a dois em Coimbra, ao mesmo tempo que aproveita para trazer quatro ou cinco amigos dentro do carro e obriga-os a pagar as despesas da deslocação. Como se isso não bastasse, o itinerário escolhido é, sempre (!), uma bela e segura estrada nacional.

Quando chega a Coimbra, o seu carro parece uma caravana de ciganos. Suspeito que se fosse a França lhe pagavam uma viagem até a Bulgária (e ele aceitava!).

No nosso tempo de Estudantes, comia sempre nas amarelas e em dias mais extravagantes, eram raros, ia aos grelhados deliciar-se com uma maravilhosa costeleta grelhada (alguém sabe quem é o Costuleta? Vejam no youtube). Nos jantares de tertúlia aproveitava os restos para fazer “sandochas” e ai de quem se atrevesse a tentar provar uma das suas meninas.

Que saudades dos tempos em que estava no cartola e o Alma fugia de mim como o diabo da cruz (o café era vinte cêntimos mais caro que na AAC). Ou quando tínhamos de fazer quilómetros para ir a um café onde as minis eram a um preço mais barato que na Praça.

“Mas isso não é ser forreta. Era normal para um estudante.”- Dizem-me.

E ir à casa de banho dele e não poder puxar o autoclismo, porque serve para a pessoa seguinte?

Dia 23 vou estar com ele em mais um jantar de velhos Bacantes, vou ver a caravana chegar, dar-lhe um abraço, e, como sempre, tentar cravar-lhe um jantar ou uma “mine”.

Um abraço Bacante



Sardinha

terça-feira, outubro 12, 2010

Que deseja?


Alguém me explica o porquê das pessoas aparecerem no msn, ou noutro chat, dizem "Olá", nós respondemos com um "Bom dia" e ficam-se por aí?
O que significa isto?
Precisam de alguma coisa?
Querem apenas dizer que estão online? Isso já eu sei. Basta olhar para a lista.
Então, para que raio dão inicio à comunicação e não querem nada?
Nem querem coscuvilhar, caso contrário viria alguma regateirice atrás, a seguir ao meu "bom dia".
Irrita-me um pouco, mas nada como clicar no "x" que está no lado direito da janela de conversação para me sentir melhor.
Um gajo está a fazer merdas, pára, pensa que precisam de alguma coisa, ou que vai sair algo dali, mas não. É só mesmo para dizerem que existem.
No secundário escreviam várias vezes o seu nome nos cadernos. Hoje, dizem "Olá" no msn.
Modernices.
Quem sabe se no futuro mostram a "bichana", ou o "maganito" para chamar a atenção e dizerem que existem!

Não esquecer que o jantar é dia 23 de Outubro.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, outubro 11, 2010

Onde andam eles?


Assim não há condições para trabalhar.
Há meses que não recebo mails com gajas nuas.
Recebo um ou outro com umas piadas, mas ordinarice, nada.
Como querem que trabalhe com um sorriso se durante o dia de trabalho não tenho onde lavar os olhos?
Um mail destes de dois em dosi meses é uma ofensa às minhas capacidades, porque eu sei que consigo mais.
Podem dizer, por que não dou um saltinho a este ou aquele site, mas acho que isso, durante o horário de trbalho seria pouco profissional.
No entanto, se vier em forma de mail, já é trabalho.
Enfim, foi apenas um desabafo.
Não se esqueçam do jantar dia 23 de Outubro e quem ainda não confirmou, que desencone e dê ao dedo para marcar a sua presença.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, setembro 22, 2010

Jantar de Tertúlia da latada



Olá "famila".
Parece que está a aproximar-se mais uma latada e por pura coincidência mais um jantar de tertúlia de velhos e novos bacantes. Em bom algarvio, é o "caldear" de gerações.
Assim sendo, o jantar de tertúlia será no dia 23 de Outubro, o qual, por pura coincidência, como já tinha dito, é no sábado da latada, às 20h30, no jardim da manga.
Todos aqueles que quiserem/puderem ir, queiram deixar a vossa confirmação aqui, ou na página da patrícia no facebook, ou liguem directamente para mim.
Venham dai as confirmações e as famosas desculpas para esconder a falta de ritmo/estaleca para este jantar.
Vamos, mais uma vez, encarnar o espírito bacante e viver Coimbra.
Contamos com todos.

Beijinhos no sítio do costume
Almancil

quinta-feira, setembro 02, 2010

Ida ao café


Isto da ida ao café é muito bonito.
Vamos lá, não só pelo café, a mini e a isca no pão, mas sobretudo porque sabemos que estão lá os nossos amigos. E aquele sítio parece o sítio mais fixe do mundo. Para quê ir a outro lado se o pessoal está lá e é tudo mais barato? Para não falar que já conhecemos o dono e se não tiveres dinheiro, logo pagamos no dia seguinte. Sem stress.
Mas e se formos ao café do amigo? Ou seja e se formos a um café que não conhecemos, nem conhecemos as pessoas, excepto o amigo com quem vamos?
Meus amigos, aí aquele café, mesmo que seja igual ao nosso, passa a ser uma casa com paredes brancas, bem iluminado, chão meio sujo, ou então a sujidade já se entranhou de tal forma que passou a fazer parte da cor do chão, sendo que se a mesma for retirada, os clientes vão logo dizer que o dono anda a encher-se com o dinheiro deles ao ponto de ter mudado o chão e que descaracterizou o espaço.
Há uma mesa de snooker, mas já está ocupada por pessoas que nunca vi.
Tentas integrar-te e se te convidam para jogar às cartas, alinhas. No entanto, começas a perceber que aquele pessoal leva as cartas demasiado a sério. Contam as cartas ao ponto de saberem quantos pontos já sairam, vão sair, naipes que sairam e que faltam sair,... Man, é só um jogo. Se quero ganhar? Claro, nem sei o que é jogar a algo sem que haja vencedores e perdedores, mas a minha cabeça não consegue gravar todas essas contas e tácticas das cartas. Eu sei que deve ter um truque, mas nunca percebi qual.
Resultado: vêem que jogas uma merda e que estás a afundar o teu companheiro que é cliente da casa e está a ser alvo de gozo, por parte dos mais velhos com o tal cigarro no canto da boca e uma mini cristal morna num canto da mesa e estás a deixar o teu amigo desconfortável ao pé do pessoal amigo dele.
E é aqui que me começo a passar com aquela merda.
Então, o raio do velho pede uma mini e deixa-a aquecer?
Mas que falta de respeito pela ética e protocolo da mini, vem a ser este? Quer demorar 3 horas a beber alguma coisa? Fácil. Pede uma aguardente, ou um ice tea e vai pedindo cubos de gelo.
Agora pedir uma mini deixa-la aquecer e morrer na mesa é um acto de vandalismo infantil e sem respeito por nada.
Voltando ao café. Perante este cenário das cartas, para salvares a honra do teu colega de cartas, o que fazes? Dizes que já chega e dás o teu lugar a outro.
Agradas o teu colega que deixa de ter um estorvo que o enterra e agradas o gajo que está em cima de ti a ver o teu jogo e a dar dicas ao ouvido.
Doninha de um raio. Queres jogar, diz logo, porra.
Sais das cartas. Segues para a mesa de snooker. Continua ocupada. Ficas a ver o jogo.
O sentimento de seca começa a apoderar-se de ti e o pensamento "alguém que me venha buscar" começa a ser constante e parece que o raio do relógio parou e nunca mais é hora de ir embora.
Sentes que o teu amigo se apercebeu que estás a secar. Não é de estranhar, já que te apanhou um dos bocejos dessa noite.
Assim sendo, para não estragares a noite do rapaz, juntas-te à tua amiga de longa data: a mini sagres.
Sentas-te ao pé do velho que estava a gozar, enquanto matava a sua mini, despachas a tua e perguntas se ele quer uma colher para a sopa que está dentro da garrafa.
O velho, que se julga grande machão, fica lixado, mas todos os outros se riem.
Foi uma jogada arriscada? Foi. Sem o riso dos outros ficaria cortado, sem direito a consumir o que quer que fosse, mas perdido por cem, perdido por mil.
Dez minis depois, o sítio continua a ser estranho e sem piada, mas pelo menos já não estou a olhar para o relógio e a secar. Porquê? Porque estava em processo de hidratação física e psicológica.

No fundo ir ao café do amigo é como comer a gaja de outro: no início vamos com fezada e entusiasmo, mas passado um bocadinho já sentimos falta da nossa.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

segunda-feira, agosto 16, 2010

Fui e já voltei



A pedido de alguns seguidores, venho em tom lusco fusco dizer:
-Calma punheta. Estive de férias e sem internet. Pronto, com internet, mas apenas a usei para ver gajas e sites de rebimbómalho.
Deixei-me só organizar algumas merdas e já estarei de volta.
Até lá, saudinha e boa apanha d'alfarroba.

Beijinhos no sítio do costume
Almancil

segunda-feira, julho 26, 2010

No meu tempo


No meu tempo os jornalistas eram Homens com H grande. A profissão de jornalista era tida como algo de sério.
Sempre que havia um conflito numa qualquer parte recôndita do mundo, lá ia um intrépido repórter, fotografo, câmara, filmar os combates travados, muitas das vezes debaixo de fogo.
Nem sempre corria bem, claro. Alguns eram vítimas do fogo cruzado, outros ficavam estropiados para a vida (como a jornalista da SIC, que a caminho de Bagdad levou com um tiro na nádega, “nas nalgas”, como diz um amigo meu).
No geral, eram vistos como Homens de armas, que, sem usar uma, iam de encontro ao perigo e os seus nomes ficavam para sempre nas prateleiras dos heróis da nossa infância. Quem não se lembra do Artur Albarran na Guerra do Golfo, ou a arrear na mulher? O Rodrigues dos Santos, sempre o avançado da RTP para a cobertura dos conflitos? O Sousa Martins….
Espera….O Sousa Martins?
Fixem este nome pois ele vai ficar na história do jornalismo Português. O jornalista da TVI que esteve na África do Sul será um novo ícone para a juventude portuguesa, e isso não afigura nada de bom.
Sousa Martins é um exemplo do bom trabalho feito pelos nossos patrícios nas lides jornalísticas. Assim que soube que ia para o Sul de África, toca a preparar as coisas para o passeio.
E, claro, que melhor maneira de se aprontar senão seguir as recomendações próprias para a altura:
Como em África são todos pretos, e para não passar desapercebido, toca a fazer solário até esturrar,
Como África é toda igual, seja no Senegal ou na África do Sul, toca a levar uma roupinha leve e clara, para suportar o calor.
E lá foi….
Que surpresa que não deve ter sido quando ao chegar a Joanesburgo verificou que os Africanos não são todos pretos, ou que, afinal o Inverno lá é frio, chegando perto dos zero graus durante a noite.
Como se devem ter sentido os nativos daquelas bandas ao ver um homem, qual Vasco da Gama, chegar àquele canto do Planeta cheio de echarpes coloridas e…bem…escuro demais para ser perto e baixo demais para ser branco.
O que deve ter sentido o câmara, quando o colorido todo atraia as atenções indesejadas num bairro como o Swetto. E, naquelas noites frias, quando se aninhavam os dois e sonhavam, não com o Mundial, mas com as quentes praias do Allgarve.
Aos olhos das nossas crianças a echarpe do Sousa Martins será um exemplo de tolerância e aceitação do outro. Do intrépido jornalista da Bola ou do Record que dormia profundamente enquanto o seu quarto estava a ser saqueado, os seus amigos violentamente agredidos, desse ninguém se recordará.
Assim termina uma página de ouro do jornalismo Português e se inicia uma lilás.

Sardinha

quinta-feira, julho 15, 2010

Facebook e a dentista


Ao que parece, quem não tem facebook é considerado analfabeto.
Toda a gente está no facebook e os que não estão quase que são olhados de lado e quem diz que só está no hi5 é motivo de gozo.
Chega a haver pessoas que colocam os amigos no facebook por acharem imperdoável estes não terem a sua página nesse site.
Ou seja, fica uma página só com o nome e a data de aniversário, na melhor das hipóteses e chega. E este bocadinho de espaço no site equivale a bacharelato na internet, hoje em dia.
O twitter seria o 12º ano e o hi5 o 9º.
Mas para que serve o facebook?
O facebook, para quem não sabe, é o hi5 da moda. Podes colocar na tua página para além do nome e outros dados sobre ti, fotografias e videos. Depois tens pessoas que pedem para serem aceites como amigas; mesmo que na rua não te cumprimentem, no facebook, vale tudo:
-"Olha este gajo. Vi-o uma vez em Odiáxere, quando espirrei. Vou convida-lo para ser meu amigo." - oh please.
Até aqui, é exactamente como o hi5. Mas a grande novidade é que este site também tem um chat, ou seja, uma espécie de msn na tua página.
Ah, não posso esquecer-me que todos os dias podes colocar uma messagem diferente para as pessoas saberem em que estás a pensar.
Basicamente, o facebook é a revista maria da internet. Vais lá ver as fotografias dos outros e saber o que dizem e as novidades e ficas à espera que os teus amigos comentem as tuas frases. Ou seja, toda a desculpa é boa para fazer um intervalo no trabalho.
Que estupidez. Que mentes paralizadas e personalidades fúteis as das pessoas que estão no facebook.
Qualquer dia, estão num café com os amigos e precisam de um teclado para terem assunto e ligar o cérebro no modo "social". Já estou a ver tudo:
-"São 3 imperiais, um rissol de leitão, uma tosta de galinha, um semi-frio (há sempre um maricas que tenta misturar-se com os machos) e 3 teclados, se faz favor."
Bom, para quem espreitou a minha página no facebook (grande momento de humor; o autor, depois de criticar as pessoas que estão no facebook, revela que também lá está. Isto sim, é que é comédia à séria) deve ter reparado que fui ao dentista fazer uma limpeza aos dentes.
Devem estar a pensar que não lavo bem os dentes. Eu prefiro pensar que é a água de cá que tem muito calcário.
A dentista, a certa altura, enquanto lutava para não vomitar visto que enfiarem-me tubos na boca não é a coisa mais agradável que me podem fazer, passa-me uma merda nos dentes altamente salgada. Se tivesse problemas de saúde derivados do sal, tinha ficado naquela cadeira. Parecia que estava a bochechar água do mar com pedras de sal.
Passei-me. Levantei-me, olhei para o lado e ouço a dentista:
-"É um bocadinho salgado. Pode lavar a boca com esse copo de água."
-"Com este sal todo e oferece-me água? Não tem uma imperialzinha, ou uma mine?" - disse eu com tom de indignação.
O que é certo é que com tantas coisas que lá têm, esqueceu-se de colocar lá uma bica de cerveja, ou um frigo-bar e para colmatar a minha indignação, ofereceu-me no fim duas pastas de dentes para viagem, ou seja, duas caganitas. Desde quando é que isso se bebe, ou vem amenizar a pancada à saída.
Depois daquilo passar, sentes-te com mais confiança (nos dentes) e um alívio por não teres de voltar lá brevemente e estoirar mais 50€. Minhas ricas 50 imperiais.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quinta-feira, julho 08, 2010

Está calor, ou é impressão das minhas virilhas?


(Hoje, tendo em conta a susceptibilidade de alguns seguidores, não irá ser proferido qualquer impropério neste post. Acho eu.)
Não sei se já repararam, mas está um calor do pénis.
E o que vem logo à cabeça das pessoas nesta altura?
-Praia, esplanadas, gelados, bebidas frescas,...
A praia, um misto de nostalgia e de estupidez e passo a explicar neste post, o porquê da nostalgia (a estupidez ficará para o próximo).
Cada vez (ou pelo menos de vez em quando) que chego à praia lembro-me de quando era mais pequeno e ia à praia com a minha mãe e a minha avó.
Se fossemos de manhã, chegavamos à praia e era a minha mãe a avisar:
-"Ainda não podes ir para a água que estás a fazer a digestão."
Se eu não percebesse à primeira, explicava que podia morrer se fosse para a água a fazer a digestão, se bem que eu vi algumas vezes o meu pai acabar de comer e meter-se no mar para ir buscar a minha bola que foi lá parar por azelhice dos jogadores de 6 anos.
Mas hoje penso, se eu, na altura, apenas tinha bebido uma chávena de leite, que raio de digestão era essa que ainda precisava de uma hora após a chegada à praia?
Uma chávena de leite, masturbação.
Não sei se era a minha mãe que queria jogar pelo seguro e só quando eu fosse urinar é que ela percebia que o leite já lá ia, se queria apanhar sol e não estava com disposição para olhar para mim dentro de água para o caso de eu tropeçar numa pedrinha e atrapalhar-me numa poça quando a maré estava vazia.
Enfim.
Passava a hora, dava o mergulhinho, lá me arrastavam da água, estendia-me numa tolha (para quem me conhece, sim, já usei toalhas minhas)e palmava um paposseco com fiambre e um frutinha. Estranhamente, aqui não precisava de mais uma hora para fazer a digestão. Porquê? Porque perguntava primeiro o que podia comer e ir para a água a seguir. Ora, se a mãezinha quisesse que eu comesse não tinha grandes argumentos. Também não estavamos a falar de uma feijoada.
Se fossemos depois do almoço (eram outros sois e ainda não existiam raios ultra violeta - as loucuras dos anos 80), a conversa era a mesma:
-"Não vás para a água, porque comeste 4 carapaus grandes e estás a fazer a digestão." - com ligeiras mudanças, vá.
Mergulhinho, depois da digestão e lá vinha a tal frutinha, o tal paposseco e um capri sun, ou um Um bongo, esses clássicos que nos acompanhavam na praia.
Hoje, tudo é diferente.
Ninguém se preocupa com a minha digestão (nem a minha mãe, a qual olha para mim com o olhar de missão cumprida e um pensamento "tu é que sabes"), às vezes dá-me a fomeca, mas não há fruta, nem papossecos e penso sempre que da próxima vez tenho de levar qualquer coisa, o sumo deu lugar à mine, muitas vezes negligenciada ao sol, porque não tenho a minha avó para estar sempre a puxar a geleira para a sombra, o guarda sol, deu lugar a nada e se levarmos uma geleira, logo se tapa com a toalha, ou com a t-shirt de alguém (e ainda se admiram que as mines estejam boas para fazer açorda)
E teve a minha mãe tanto trabalho para me ensinar a ir à praia para nada.
Mas por isso inventaram as esplanadas na praia. Pedes uma mini de 1€, 1,50€ e lanchas os tremoços.

Beijinhos no sítio do costume
Almancil

terça-feira, junho 29, 2010

No outro tempo


Tem, hoje, início a rúbrica "no outro tempo".
A minha avó costuma referir-se aos seus tempos de juventude e princípios da minha vida como "no outro tempo", como se se tratasse de uma altura pré-histórica de que poucos se lembram.
Qaundo se referia aos seus tempos de moça, sim senhor, não havia problema, mas falar dos meus tempos de bebé da mesma forma, é "fossilizar-me", punheta.
Serei eu já considerado um dinossauro pela nossa sociedade? Hum.
Bom, como devem calcular não vou falar da minha avó hoje, mas sim de uma coisa que nunca mais ouvi falar: da aula nº 100.
Tanto que gostava quando chegava a aula nº 100.
-"Porquê?" - perguntarão os mais novos.
Simples. "No outro tempo" festejava-se a aula nº 100.
Levavam bolos e sumos (sim, ainda não deixavam levar minis para a escola e as iscas no pão sem uma minezinha não é a mesma coisa) e outras vezes faziamos jogos parvos.
Enfim, o que interessava era não ter aula e tinhamos a desculpa perfeita: o festejo da aula nº 100.
Prova de que os próprios professores queriam essa hora livre, era o facto de alinharem com esta ideia barata de não ouvir matéria durante uma hora.
No entanto, nunca saiamos da sala. Podiamos festejar, mas dentro da sala.
Chegavam a levar música. Nirvana, metálica e aqueles que queriam dar o ar de maus levavam sepultura, ou pantera.
Sim, porque aqueles que queriam dar o ar de duros não podiam mostrar que gostavam destas festinhas assim, então toma lá pantera.
Era o grupinho que ficava lá atrás na sala e gozava com os outros que se empanturravam de bolos e sumos enquanto estes, mesmo salivando como cães esfomeados olhavam de lado e gozavam com o creme que uns tinham no nariz, ou com aquele que se engasgou com o sumo até lhe sair pelas narinas (bom, com este também gozei).
E era isto a aula 100: um intervalo dentro de uma sala, muitas vezes a olhar para o decote e nalgas da professora, que viera de Braga e não conhecia muita gente por cá (ai, as fantasias estão a vir-me à cabeça).

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

sexta-feira, junho 18, 2010

Modas para o fim de semana


Vocês já repararam na moda das calças brancas transparentes que as gajas usam no Verão e que por baixo, usam tangas, ou fio dental preto?
Bom, qual é o objectivo?
Que é mais fresco, não duvido, mas também querem mostrar as suas nalgas ao povo que as rodeia?
Então, para quê as calças?
Para deixar algum mistério no ar? Para dar tesanita ao macho que repara? Uma busca pelo melhor piropo?
Não percebo.
Não querem ouvir bocas, nem que os gajos se babem em cima delas, mas andam com o nalguego à mostra, onde só falta uma placa por cima a dizer "bem consumível sem corantes, nem conservantes".
E ainda ficam lixadas se forem apalpadas.
Querem melhor convite do que este tipo de calças?
-"Eu ando como quero e não admito que limitem a minha liberdade de vestir o que quiser." - dirão algumas.
Está certo, mas sendo assim, também posso passar a coçar os tomates na via pública sem ser censurado.
Quantas vezes um gajo não tem aquela comichão que não se consegue chegar com a mão no bolso, fazendo com que todos os nossos pensamentos sejam no sentido de arranjar forma de lá chegar sem dar barraca?
Basta de reprimir os nossos instintos.

Conclusão: no fundo gajas e gajos estão na mesma luta - usar o têm como quiserem. Se é bom para umas, é para todos.

Beijinhos no sítio do costume
Almancil

sexta-feira, junho 11, 2010

Mario antes de ir para a Universidade


Sou só eu que acha, ou o vocalista da banda "Mundo Novo" é o Mario quando tinha a barba feita, há uns anos atrás?
E o que nos diz o nosso Mario nesta música?
Parece que o homem quer que o mexilhão se mexa.
Até aqui, tudo bem, mas para depois ter de fazer uma cova na areia?
Oh homem, se é para fornicar a areia da praia, mais vale veres uns biquinis e esperar que o mexilhão continue a dormir.
A certa altura, parece que o nosso bacante teve sorte e apanhou um bichinho com barba até mais não.
Sempre gostei de um pouco de farfalhudo, mas não ao ponto de ter de usar um corta-relvas e ter de pedir-lhe para dar a tal mijadela para me orientar.
Mas gostos são gostos e não critico o Mario por gostar da rata na versão que eu gosto de chamar de "peluche".
Obrigado, por teres animado tantos bailes e teres permitido que tanta gente se roçasse numa coisa que chamam "dança de baile", ou seja, uma mine na mão direita e uma bifana na mão esquerda. a mão da mine fica nas costas da fêmea para segura-la e a mesma coloca a sua mão na bifana do homem.
Depois é uma questão de "rabiarem" como quiserem.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

segunda-feira, junho 07, 2010

Dia Internacional da Prostituição


Hoje, é Dia Internacional da Prostituta.
Não podia deixar passar esta data sem dar uma palavra de agradecimento a estas trabalhadoras que tanto fazem pela nossa economia e cujos serviços já ajudaram tantos e tantas.
É uma classe que luta pelos seus direitos e pretende a legalização desta profissão, tal como eu já defendi noutro post.
Aliás, a não legalização da mesma é puro cinismo. Senão vejamos, quantos políticos, homens e mulheres influentes do nosso país já recorreram a estes serviços?
Calculo que não tenha sido apenas o Santana Lopes.
E retribuirem o favor? Onde está o reconhecimento da importância do putedo no nosso país? Não terão direito às suas reformas?
Esta é considerada pelos próprios profissionais uma profissão de desgaste rápido.
E não deixa de ser verdade. Não pela questão da lubrificação, ou da largura que adquirem na porta da frente e dos fundos, mas porque, convenhamos, quem vai pagar para estar com uma mulher de 57 anos?
Sim, pode ainda estar aí para as curvas, mas isso são os "Figos e os Cafus da Ripada".
Normalmente, já não são apelativas, à vista, quanto mais ao "ganso", se bem que há fetiches para todos os gostos. Assim sendo, claro que há espaço para cinquentonas no negócio da trolitada, mas uma por cada capital distrito era o suficiente.
Reparem que até contribuem para um bom ambiente familiar.
A esposa recusa-se a fazer isto, ou aquilo, ou anda muito cansada, ou stressada, ou perdeu apetite com o nascimento do puto há 3 anos.
Graças ao putedo, não há discussões, nem chatices. O macho dá um saltinho ao apartamento, liberta stress e volta para casa com outra disposição, muito mais compreensivo com a situação da sua mulher, não lhe faz exigências, nem a chateia com "pormenores da piça".
Ah. Eu sonho com o dia em que o próprio médico, em vez de receitar massagens, ou fisioterapia, receita uma hora com a Lola, 3 vezes por semana, antes do jantar.
Os prórpios médicos passariam a ganhar a sua comissão por cada cliente que enviavam para esta, ou para aquela casa, libertando-os de jogos de bastidores com empresas de fármacos, contribuindo assim para baixar o preço dos mesmos:
-"Oh Sr. Dr., não dá para ser com a Vanessa? Não sei se tenho dinheiro para a Lola."
-"Olhe, se quer efeitos imediatos, a Lola é mais eficaz contra a fadiga muscular, A Vanessa, para si, pode provocar tendinites." - diria o médico.
Ah, que visão.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

sábado, junho 05, 2010

Deve ser, deve



Ouvi uma muito boa de um amigo (sim, foi mesmo um amigo):
-"Eu conheço as gajas. Eu sei o que elas querem."
Esta parte-me todo.
Ou o gajo nunca apanhou nenhuma e está agarrado a algum filme dos anos 80, ou todas as que apanhou são parecidas e mesmo assim tinha de ter uma sorte daquelas em que se comesse uma grávida acertava no cú do bebé, ou é bicha.
Tendo em conta que já partilhei um balneário com ele, vamos todos pensar que é hetero e que não gravou a minha imagem para se lembrar quando vai ao urinol.
Ora, ele não é fã de filmes antigos (ou é, mas acha que são cenas amaricadas e diz que o "flashdance" é coisa de gajas e que o "9 semanas e meia" é muito batido - por mim, foi certamente) e a namorada dele, que eu saiba sempre foi a que tem actualmente.
Assim sendo, tentei explicar-lhe que não pode pensar que são todas iguais à dele. Tempo perdido. O homem estava cheio de confiança que dominava e que as conhecia.
Neste caso, quando começou com merdas de que domina o mundo das fêmeas e que é muito batido, percebi logo: nunca apanhou outra que não a namorada.
Se assim é, não deixa de ser triste.
Viver uma vida onde só conhece aquele movimento, aquele som, aquela chupadela.
E se ela não chupar? Ficará na ignorância para todo o sempre?
Não estou a dizer que quem fica com a primeira namorada esteja a agir mal, ou esteja a ser estúpido, ou deva ir às putas. Nada disso. Eu é que não consigo imaginar-me a comer lulas recheadas para sempre, sem provar um "bife da vasilha".
Aliás, eu dispenso gajas com pouca experiência.
Bolas, com tantos gajos esfomeados, porque terei de ser eu a ensinar? Faz favor de trazer sabedoria para o meu mundo.
Posso ensinar uma, ou outra coisa, mas é bom que o conhecimento do outro lado seja bastante completo.
Elas é que dizem que gostam de ensinar, mas dispensam homens virgens.
Está bem. Querem um pouco de experiência, sem a uma personalidade sexual vincada. Eu percebo. Querem pastores do interior do país, ou esfomeados que estão dispostos a tudo para curar a tendinite.
Já viram o tempo que se poupa, quando outros já as convenceram que elas também vão gostar se ele entrar pelas traseiras?
Ui, tanta dor de tomates poupada.
Porquê?
Porque é uma conversa que tida antes do acto, pode ser considerada ordinária e despropositada e durante o acto sexual pode assustar e tirar-lhe a vontadinha toda. E depois? Depois lavas à mão e é se queres.
Enfim, para concluir, se querem mostrar-se sabichões no campo da gaja, não mostrem conhecimento, mostrem ignorância.
Um "não consigo perceber as mulheres" mostra muito mais conhecimento de causa do que dizer "eu sei o que as gajas pensam".
Se elas não se entendem, vamos nós conseguir o que o próprio sexo oposto não consegue?

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sexta-feira, maio 28, 2010

Weekend, rabos e bichas



E lá se aproxima mais um fim de semana.
Não, não vou dizer que se aproximam mais dois dias de copos e regabofe.
Podia dizer, também, que se aproximam dois dias de descanso, mas a quem estaria eu a enganar?
Qual descanso? Mesmo que não esteja a trabalhar, vou ter a cabeça nas preocupações que tenho no escritório: prazos, clientes que nos pressionam com merdas que podiam estar feitas se nos tivessem trazido a punheta dos documentos que pedimos logo há meses atrás, mas agora é que lhes deu a pressa e um montão de coisas que andam na minha cabeça.
Assim sendo, não vejo descanso para a minha moleirinha (não, não vou fazer o trocadilho com o cabeçalho da cobra zarolha).
E é neste momento que me lembro de uma coisa: rabos de cavalo.
É verdade, nesta altura que o calor aumenta, elas têm tendência para usar rabos de cavalo.
E o que vos faz lembrar o rabo de cavalo?
A vocês não sei, mas a mim, sem dúvida que me faz lembrar canzana.
Nessa posição, o rabo de cavalo é bastante útil.
Podem pegar nele e usa-lo como um comando para escolherem se preferem vê-la de perfil à esquerda, ou à direita, ou a olhar para cima como se estivesse uivar e se ela gostar de sexo à bruta, podem puxa-lo.
É prático, fofo e não se cola às mãos (em situações normais, claro).
Parece que agora, sim, os homossexuais já podem casar.
Ah grande Cavaco que dizes que não vetas, mas que não concordas com o diploma.
No fundo, não está a ser incoerente. Apenas diz o que a maior parte dos apoiantes hetero pensam: concordam com o casamento homo, mas não querem ser confundidos com o clã gay.
-"Casamento homossexual? Claro que que concordo, mas eu sou hetero. Se o meu filho fosse gay? Mas que pergunta parva é essa?" - e assim se resume o pensamento de muitos heteros.
E aqueles que querem dar a ideia de serem liberais e dizem que são a fazer da homossexualidade?
A favor da homossexualidade? É algum partido, uma tendência política, ou de moda?
Bem, de facto pode ser uma tendência política, se bem que não sei se é à direita com o Portas, ou à esquerda com o "Sócas", ou a espalhar brasas no Bloco.
Eu acho que é mais uma moda, como já defendi num post anterior.
Se eu sou preconceituoso? Sou um bocadinho. E dai? Há alguém que não seja?
-"Ah, eu não sou porque tenho amigos gays." - pensarão alguns.
Bom, ou também são e claro que não há preconceito em relação à homossexualidade, ou acham isso porque estão de fora e ainda não lhes tocou directamente.
Partilharias um balneário com um amigo gay? Que achavas se ele deixasse cair o sabonete?
Pronto, estou a ser preconceituoso outra vez.
Mas mesmo para aqueles que estão na boa com isso e se o amigo fosse uma bicha louca, todo extravagante? E se vendesse o cuzinho?
Há sempre um tema em que quer queiramos, quer não, acabamos por deixar vir ao de cima algum preconceito.
Os que o escondem melhor são aqueles que não conseguem imaginar qualquer tema mais polémico a atingi-lo a ele, ou alguém que lhe seja mais próximo.
Eu respeito a bicheza.
E a bicheza? Respeita os não bichas?
Boa parte dos atracadores de popa, preferem chocar o hetero como uma espécie de ataque.
Eu também gosto de escadaliza-los. Como? Apalpando uma maminha, ou fazendo comentários a gajas que passem por mim.
"Que horror." - pensarão os abafadores que estejam a ler isto.
Quem está a ser preconceituoso agora? São gostos.

Enfim, com ou sem preconceitos, está aí o fim de semana e toca a descontrair, punheta.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

terça-feira, maio 18, 2010

O Professor


Ora aqui está "O Professor".
Aprendam meus amigos.
Começa o video numa grande demonstração de capacidade atlética, deixando um perfume do que sabe fazer.
De seguida, deixa-nos beber da sua "sabedoria engatatona" com dicas para engatar estrangeiras que tenham trazido os maridos.
Segundo o mesmo, encornar estrangeiros era a sua especialidade.
Podem dizer o que quiserem do homem, mas confiança e brio é coisa que não lhe falta.
E reparem que ele só não fala melhor inglês, porque isso iria prejudicar o seu charme.
Elas gostam é de montanheiros e não de gajos que dominem o inglês, senão ainda parece que têm muitos estudos. E toda a gente sabe que inteligência é coisa que afasta a estrangeira e talvez muita portuguesa. São as chamadas "Salazaristas". Preferem gajos com menos estudos, pensando que estes não percebem que elas só mandam enquanto eles quiserem.

Ah grande Zezé. O que seria do nosso turismo se não fosses tu, que tanta rata estrangeira alimentaste.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, maio 17, 2010

Amigos dos amigos


Este, de facto, é um grande desafio:
-Conhecer os amigos dos amigos.
Aqui tem de existir uma grande estratégia. Porquê?
Para não corrermos o risco de nos tirarem mal a pinta e passarmos por totós, ou algo pior.
Temos de ter em conta que aquelas pessoas não nos conhecem. Logo, usar as piadas e as conversas da treta que usamos com os amigos, ficarão descontextualizadas e ficarão a olhar para nós e pensarão se somos estúpidos, ou se apenas estamos a tentar integrar-nos (nota: apenas muito poucos pensarão esta última parte).
No entanto, grande parte do primeiro impacto depende de como e onde somos apresentados.
Se nos convidarem para um jantar com umas 10, 20 pessoas, onde só conhecemos o nosso amigo, não é fácil. Pior ainda se ele se esquecer de fazer a ponte.
E lá ficamos no nosso lugar, com toda a gente a divertir-se à nossa volta e nós a tentarmos integrar-nos sem fazermos figurinhas de parvos, até porque a primeira impressão coloca-nos logo um selo na testa de "fixe", ou de "pessoa a evitar". Normalmente, as primeiras palavras serão:
-"Podes passar-me o vinho?"
Como estamos em desvantagem e a jogar fora, sentimos um apertozinho na barriga (também pode ser gases, mas isso só dará jeito se estiverem a beber copos numa casa só com gajos e se o anfitrião der o mote para tal).
O que é certo e palhaçadas à parte, é que ficamos numa situação constrangedora, por não conhecermos ninguém e querermos que fiquem com uma boa ideia de nós, que nos conheçam e gostem de estar conosco.
Até podes conhecer umas amigas jeitosas, mas não sabes se tem cobridor, nem se está atrás de ti.
Aqueles que vão com a namorada a uma festa de amigos dela, não será muito melhor.
Corre-se o risco de ficar agarrado a ela, seguindo o processo "não conheço mais ninguém, vou apalpar a mulher" e ficas conhecido como o totó-que-não-largava-a-namorada-com-medo-que-a-roubassem.
Aqui, no grupo de amigos dela, corres, ainda, o risco de te cruzares com o gajo que anda de olho nela e com aqueles que já conheces e te sorriem, mas que cagam em ti e querem ver-te pelas costas. O pior é que não sabes quem é o filho de corno que anda a tirar-lhe as medidas e a preparar-se, nem quem são os cabrões cínicos.
As amigas dela, que vais conhecer também não ajuda. Basicamente, estás a conhecer as gajas que a partir desse dia não serão comidas por ti. O jantar passa a ser uma "bye bye pussy party".
O que fazer para salvarmos a honra do convento?
Como mostrar ao pessoal que não conheces que és porreiro e divertido e que vale a pena apostarem em ti?
Simples. Bebam.
Um copo ajuda sempre, até porque trata-se de um acto social e mesmo que não resulte, das três uma:
-ficou tudo na mesma, mas pelo menos bebeste um copo.
-conheceste pessoal fixe e achas que estás bem lançado e sentes-te integrado aos poucos
-conheceste os outros bebedos que lá estavam e durante essa noite integraste-te com eles, nem que para tal tenhas sacrificado a manhã seguinte (ressaca, para os leigos)
Diga-se em abono da verdade que quer estejas com os copos, quer estejas sóbrio, os bebedos, serão, certamente, algumas, senão as primeiras, pessoas que vais conhecer nessa noite.

Enfim, temos de ir, sim, com pensamento positivo. E mesmo que as pessoas não te liguem muito, que a cerveja seja barata.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, maio 05, 2010

Mamas e decotes


Antes de mais, as minhas desculpas pelo período de ausência de posts actualizados.
"Venho-me" cá todos os dias, mas não tenho tido tempo para postar. E para postar sem qualidade, ou com qualidade ainda mais abaixo do esperado, prefiro não postar e manter o nível fraquinho a que já vos habituei.
Ainda ontem reparei numa coisa estranhíssima e em mais uma incoerência das mulheres.
Compram camisolas com grandes decotes, mas sentem-se ofendidas quando apanham os gajos a olhar para as mamas.
E eu pergunto:
-Mas que merda de feitio vem a ser esse?
Compram uma camisola decotada para quê? Para ser apenas a proprietária da mesma a única pessoa a olhar para o decote? Ainda não conhece as mamas que tem?
Não percebo.
Se usam decotes, é porque querem mostrar ao mundo as maravilhas que têm.
Se não querem que ninguém fique especado a olhar, não usam decotes.
A não ser que gostem de areja-las. Assim já compreendo.
Mas bolas. Eu também gosto de arejar os tomates e não ando por aí só em boxers largos com o badalo a dar a dar.
Tenho a minha casa, ou se tiver sorte, a casa de uma gaja escultural, para isso.
E estou com um amigo meu, quando fica hipnotizado a olhar para o decote alheio.
Se está ali é para olhar.
Deviam ficar lixadas, sim, se ninguém olhasse. Certamente não seria bom sinal - ou eram duas borbulhas, ou estariam a apontar para o chão (hum, mesmo assim eu olhava).
Não se riam, ou vão dizer que se a Odete Santos aparecesse nua à vossa frente desviavam o olhar. Desviavam depois de terem visto. Porquê?
Simples. Porque se a nossa vida correr mais, ou menos bem e tivermos sorte conseguimos sempre alguém melhor, ou pelo menos ligeiramente melhor, do que a Odete Santos. Logo, ver um corpo nu como o da Odete é algo que não se vê todos os dias (felizmente) e por isso mesmo desperta a atenção.
Não quer dizer que fosse lá chafurdar (a quem estou eu a tentar enganar? Se a fominha apertasse, chamava-lhe um figo), mas pelo menos via algo diferente.
Eu gosto de ver besouros, mas não é por acha-los bonitos. É porque não os vejo todos os dias.
Por isso, decidam-se.
Ou querem mostrar as mamas, ou não querem.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil