sábado, fevereiro 27, 2010

Ciúmes


Já repararam que as gajas tratam melhor os gatos do que os seus machos?
O cabrão do gato, tem direito a um pacotinho de comida do tamanho de um pacote de batatas fritas pequeno, mas do preço de um jantar no restaurante do Mestre Avillez, têm a sua própria caixa de areia e a dona que limpe a merda deles, são escovados e afagados e ainda dormem com a dona quando o macho não usa as calças em casa, ou quando está fora.
E nós, punheta?
Quem é que nos escova?
Se nos pagarem um jantar no macdonald's é um pau e não podes ir muito mais longe do que a fasquia do happy meal.
Queria ver se nós arreassemos o calhau e esperassemos que a gaja fosse puxar o autoclismo.
Também mereço a minha caixinha de areia com uma dona para deitar fora os meus tarolos e mudar a areia.
Até há gajas que limpam os cuzinhos dos bichanos. Queria ver se alguma limpava o meu.
Mas os cabrões dos gatos são espertos. Eles sabem que estão na cama com a mulher alheia e enroscam-se nela e ainda lhes dão lambidelas (será que elas não sabem que eles estiveram a lamber o cú antes de lhes lamber a cara?).
Devemos ter ciúmes dos gatos?
Nada disso. Quem acham que inventou a castração para os gatos?
E elas sabem das intenções dos gatos e têm medo, porque alinham sempre nessa história da castração.
Nós somos lixados.
Eheheh.
Estão na cama com as nossas mulheres, mas nem punhetas podem bater.
Neste momento tenho um gato capado a dar-me marradinhas e a ronronar ao pé de mim.
Pumba. Já levou um estoiro.
Aposto que estava a gozar comigo, só porque já viu a dona nua e eu não, se bem que dispenso ver a minha mãe nua. Manias e esquisitices minhas.

Parafraseando um amigo meu: "e o broche?"
É verdade. O broche é uma prática que a ciência ajudou a incentivar.
Como? Dizendo que não fazia mal engolir e que a nhenha era nutritiva e uma óptima fonte de proteinas. Ah, como eu adoro estas teorias de incentivo para elas.
Dizer que nos dá prazer? Nem vale a pena.
Falar no valor nutritivo, é que é o segredo e quando se provar que chupar emagrece, logo vêm o resultado.
Os próprios jogos de computador, por mais básicos que sejam, trazem sempre dicas para elas darem a chupadela.
Olhem o caso do pacman. Uma cabeça cujo objectivo é abocanhar e engolir.
Mais uma vez a ciência do nosso lado.
Agora, depende de nós mantermos os incentivos mostrar-lhes que o treino leva à perfeição e que o "leite condensado" faz bem à pele (mais um vez, não interessa o nossos prazer, mas o bem estar físico delas - santa punheta, eu não preciso de saber do valor nutritivo, nem dos benefícios do suco vaginal, quando lá vou fazer o relato da bola; sou um santo).
O que tem o broche a ver com os gatos?
Não sabem que a língua deles arranha? Preciso de dizer mais alguma coisa? Enfim, é uma fantasia como outra qualquer e a "gozar com a gata".
Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

E tudo a homossexualidade está a levar


Meus amigos,
Acho que chegou a altura de mostrar ao mundo o que sou.
Não sei qual será a melhor forma de dizer isto nos dias quem correm, mas vou tentar ser directo e tirar este peso de cima de mim: sou heterossexual.
É verdade. Sou heterossexual e há algum tempo deixei de ter problemas em o assumir em público.
Sim, gosto de mulheres e digo-o sem qualquer tipo de vergonha.
Quando vejo uma mulher a beber uma mini pelo gargalo, ou a comer um corneto enrolando a língua na baunilha achocolatada são hinos ao broche, para mim.
Aliás, se querem jogar pelo seguro, antes de se atirarem a uma mulher, vejam como ela come o seu gelado. Se apenas usa os lábios e a língua, ou se lhe dá dentadinhas, ou se o mete na boca, ou apenas lhe dá beijinhos.
O besuntar-se toda, mostra que é uma gulosa e que acredita que o leitinho faz bem à pele. Se não, ou é profissional, ou é púdica e não está ali o santo graal.
Isto é meio caminho andado para se saber o que se tem à frente.
Pronto. Lá estou eu a distrair-me com a minha heterossexualidade.
Ontem, quis muito gritar que adoro gajas, mas receiei que um vizinho me mandasse para o caralho e então fiquei calado a sorrir para mim, enquanto via o site do hotgold e esfregava a lâmpada de aladino.
Esta é uma situação que não é aceite por toda a sociedade.
Como acham que o filho do Castelo Branco vive a sua vida?
A tentar seguir os passos do pai, mas sempre a evitar estragar o cú.
Para este rapaz não era fácil assumir a sua heterossualidade junto do pai. Esse pai, com "M" grande.
Actualmente, até os anúncios priviligiam as bichas em detrimento de nós.
Os heterossexuais entraram num caminho de marginalização social e estão fora de moda.
Já há alguns heterossexuais que tomam laxante apenas para ter o cú assado e sentiram-se integrados.
Quem sabe se um dia tudo volta a ser como era, com anúncios de preservativos com um homem e uma mulher semi nús a sorrirem um para o outro dentro de uma 4L, ou mesmo em cima de uma Zumdap de 4ª.
Vamos deixar os cowboys e o Alexandre Magno nos livros e nos filmes e deixem-nos comer as ratas alheias. Não permitam que elas se comam umas às outras, por falta de companhia do Zé Tolas.

A rata é como uma flor: seca se não for polenizada.

Um beijinho no sítio do costume,
Almancil

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

E puff, ficou tudo bem


Hoje, não vos vou chatear muito, mas tenho de dizer isto. Escrever, vá.
Se há coisinha que me irrita é quando vejo determinadas pessoas na televisão dizerem: "eu assumo a minha responsabilidade".
Mas que merda é esta?
Tudo bem. É bonito assumirem a barracada que deram, mas e depois?
É só dizerem que assumem as suas responsabilidades e pronto? Está tudo desculpado e resolvido?
Isto é que é evolução.
Há uns anos atrás, se o ministro das finanças dissesse que foi supreendido pelo défice ia para o galheiro, ou punham-no a cavar vinha. Se o dirigente do Sporting dissesse que assumia a sua responsabilidade pelos maus resultados ia para a rua e "escorregava numa casca de banana" e ia para ao hospital.
Mas agora não.
Se o Bin Ladden soubesse disto e não fosse orgulhoso, assumia as suas responsabilidades e estava tudo perdoado a amigos como antes, ou antes do antes.
E que tal assumirem as responsabilidades com o vosso bolso? Que achavas disso Salema Garção?
Ou assume-se porque recebeu a herança de outros e por isso não tem nada a ver com a merda que está instalada e então, como não tem culpa diz estas palavras para parecer bonito?
Outra coisa que dizem muito, sobretudo no futebol, é pedirem desculpa aos adeptos quando perdem.
E já está. Pedem desculpa e está tudo bem.
A esses meninos mimados que recebem milhões e têm o valor de tostões em campo era deixa-los na praia de Faro e irem a nado, ou pelo lodo, até à ilha do Farol com maré vazia e cada um tinha de apanhar pelo caminho, pelo menos, 3 caranguejos morraceiros.

Pedir desculpas e assumir responsabilidades é como fazer festinhas na cabeça, é bonito, mas não resolve nada, nem acalma ninguém.

Enfim, é Carnaval e ninguém leva a mal.
"Dizem que paxaxa é água,
Paxaxa não é água não
Paxaxa leva no alambique
E a água vem do rio beirão."
(Sinto-me tão moderno por usar um "x" em todas as palavras que têm o som de "x", como por exemplo, "xuva").

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Aprender com os erros


Pessoal, atenção aos pormenores e aprendam com os erros dos outros.
Se esta mulher estava a humedecer de forma a ligar os desumidificadores do prédio, ao ver aquilo, iniciou, automaticamente, o processo de auto-secagem e de centrifugação no estômago.
Ah. De assinalar que ontem foi o dia mundial das partes húmidas. Não estou a gozar. Foi o que ouvi numa estação de radio. Até que enfim, um dia mundial de algo com nexo e valor suficiente para ser assinalado como dia mundial.
O ser humano é como a erva. Sem humidade no sítio certo, acaba por secar e ao roçar nela ficamos arranhados, correndo o risco de rasgar.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Fim de semana calmo


E lá se foi o fim de semana.
É verdade. Tive um fim de semana calminho. Sim, que o dinheirinho não estica (sim, também não tive nenhum desafio espectacular - se é para poupar, ou é aliciante, ou chuta-se para o lado).
E que maravilhoso fim de semana foi este. Acordar, no Sábado e no Domingo sem sentir a garganta seca, arrotar ainda a alcool, cheirar a fumo e ter o cabelo pastoso.
Que maravilha. Nem estava de rastos com o cansaço e consegui ajudar o meu pai na horta sem cair logo para o lado após a 3ª cavadela. Espetáculo.
E melhor, não gastei um tostão. Pronto, paguei um cafezinho e gastei algum gasóleo. Tirando isso, impecável.
Parecia um dia semana, mas sem ir trabalhar.
Uma manhã de Sábado, ou de Domingo, sem ter de semi-fechar os olhos com a luz do sol enquanto tentamos descubrir a caminha esperando que ela não comece a mexer-se e que ninguém ligue nas 12 horas seguintes.
É sempre nesses momentos que nos ligam: no dia seguinte, pós ramboia, antes de passadas 12 horas.
-"Então, aquilo é que foi, hã?" - ligam normalmente para dizer este tipo de merdas e depois admiram-se que um gajo, ou não atende, ou diz que está a ficar sem bateria e desliga.

Se vives com os teus pais, então tens outra barreira: o almoço.
Palavras da mãezinha ao meio dia:
-"O almoço está quase pronto. É feijoada." - man, quem é que perguntou alguma coisa? Que voz esganiçada era aquela que me rogou uma praga chamada feijoada? Alguém que me abata, porque não vou conseguir continuar a competir com estas condições.

12h45
-"Filho, o almoço está na mesa. Vá." - quero lá saber disso, mas se não for pode haver bronca, ou mostrar que tive uma noite de alcool e gastadora. Uma garfada de feijão também não vai matar e levantas-te e vais disfarçar para a cozinha. Estúpido, tresandas a alcool de tal forma que até o gato fugiu para a rua. O teu pai está rir e a imaginar quantas gajas terás comido no carro e a tua mãe tenta disfarçar e espera que pelo menos não tenhas fumado drogas.

Se estiveres em casa da avó é um pouco dferente:
Palavras da avozinha às 10h
-"Levanta-te, que já é tarde." - ignoras e fazes uma reza para que aquela voz não se ouça tão cedo.

11h
-"Que queres almoçar?" - diz a avó.
-"Qualquer coisa."
-"Mas se tu disseres o que queres, eu posso ver se há para fazer."
-"Oh mulher, faz o que te apetecer." - quero dormir, punheta. Quero lá saber do almoço (estas últimas palavras só podem ser pensadas).
-"E se eu fizer um franguinho com tomate?" - ai mãe, que me quer matar.
-"Pode ser." - dizes em desespero para que se vá embora.
Mas a avó não se vai embora, porque ainda vai querer saber o que queres para acompanhar o frango e se vais mesmo almoçar em casa.
Tudo isto é um luxo, mas depois de um concerto de copofonia, durante uma noite inteira, passa a castigo e não conseguimos dar valor.
Duas horas depois, vai ao teu quarto sem bater à porta, claro está e começa a saga para ir almoçar:
-"O almoço está pronto. Ainda não queres vir?" - diz a avozinha.
-"Já vou." - mentiroso.
-"Estás bem, filho? Estás doente? - diz a avozinha meia hora depois de espera sentada à mesa a olhar para a televisão.
-"Estou." - sim, estás a mentir outra vez.
-"Mas não vens comer. Comeste alguma coisa que te fez mal? Andas por aí a comer porcarias." - ah, santa ingenuidade.
E a única forma de acabar esta conversa sem ser bruto, é mesmo ir comer.

No fundo, isto é como fazer um minete a uma gaja depois de uma noite de queima: são pequenos sacrifícios, para se ter e manter um bem maior.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Agora, compreendo-vos


Desde o meu último post, achei que devia parar de escrever sobre determinadas porcarias.
E como foi que tive esta iluminação?
Simples. Apanhei o autocarro para Lisboa (calma, este é o início da história e não me apeteceu fazer parágrafo o que pode dar azo, propositado, a segundas interpretações).
Lá estava eu no terminal dos autocarros à espera do respectivo e chega um gajo com um andar estranho. Parecia que vinha todo borrado e por cada passo que dava mexia o tronco para a frente e para trás, inclinando-se para a frente e para trás. Ele devia chamar-lhes estilo. Eu digo que estava cagado.
O gajo senta-se no banco como se estivesse no sofá de casa e para passar o tempo, achou que devia entreter-se a escarrar para o chão. Era quase uma de dois em dois minutos. Um nojo impressionante.
Chegou o autocarro. Finalmente ia acabar aquela porcaria para a minha vista.
Entrei e o gajo também.
De facto, parou a porcaria para a minha vista, mas não para os meus ouvidos. Passou metade da viagem a fazer barulhos com a garganta como se estivesse a formar a respectiva, mas sem cuspir (nem quero pensar no que lhes fazia).
Tentei distrair-me e pensar em gajas famosas a correrem nuas para me apanharem e comerem-me como se não houvesse amanhã. Nisto, o cabrão da frente começa a ressonar.
Santa punheta. Será possível? A sinfonia do gajo de trás com o gajo da frente era um incentivo a tornar-me num hooligan dos autocarros. A raiva estava a a sair por todas as células do meu corpo.
Pronto. Vamos ouvir música. Merda, passado um bocadinho acabou a porra da pilha. Felizmente, já faltava pouco para chegar e os barulhos tinham acabado. Iupi. Vejo uma miudinha de dois bancos à frente, pôr-se de joelhos no banco e virar-se para trás.
"Para fazer o quê?" - dirão vocês.
Calma punheta, que estou a contar a história.
Virou-se para trás e começou a contar as piadas mais secas que já ouvi na minha vida. Do pior.
A viagem chega ao fim. Finalmente.
Saio do autocarro, ouço ainda a última escarreta do gajo que saiu a seguir e fui à procura da garrafa de vinho mais próxima e de um bocadinho de comida para acompanhar.
Ou seja, esta viagem foi remédio santo para parar de escrever sobre as minhas nojices. Nada como pôr-me na posição da outra pessoa.

Para quem ficou a pensar na Santa punheta, não, não tem dia feriado.

Beijinhos no sítio do costume,
Almancil

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Haverá pior post?


Ele há coisas impressionantes.
Acabei de descobrir que uma rapariga que conheço casou.
Até aqui nada de extraordinário.
A mulher era uma coscuvilheira de primeira, uma má língua e tinha a fama de nem dar grandes "ripadas". Mesmo assim casou-se.
Será que o gajo sabe destas características? Será que as aprecia?
Deixar de ser coscuvilheira não é fácil. É um pilar da sua personalidade, mas dar más "foiradas" das duas uma: ou é mesmo dela e nunca mudará, porque não consegue melhor, ou era falta de aprendizagem (duvido, porque ainda passou por alguns).
Logo, ou o homem não gosta de sexo (pode gostar, mas será que gosta com mulheres), ou para ele, desde que se venha, está bom (como ela é gira e boa, basta imagina-la a fazer isto e aquilo).
Pior. Os gajos que já a comeram podem olhar para eles e pensar "Eheheh, ela não engole, nem põe o cú à defesa e só gosta de duas posições, onde de vez em quando, tentas encontrar a pulsação para saber se ainda está viva. Estás lixado." No entanto, pode ter evoluído e ser agora uma máquina de ordenha.
(Porra.
Expirei com força pelo nariz e saiu merda. Não consigo ver para onde foi, nem tenho espelhos aqui por perto. Merda.
Passei a mão pela cara. Nada. Estou a olhar para a roupa. Zero.
Hum, será que está no monitor? Não.
Man. Para onde foste gorila de um cabrão.
Ah. Encontrei. Está dentro da manga da camisa. Que nojo. Parece um ser de outro planeta a tentar fundir o meu braço com a minha camisa.)
Acabei de ler este post do início.
Se alguma vez pensaram que era impossível baixar o nível deste blog, pensem melhor outra vez.
Tenho de ficar por aqui.
Estou escandalizado com o que acabei de escrever.
Podia não editar este post. Podia, mas não seria a mesma coisa.

Calma. Ligaram agora. Perguntei quem falava e a senhora responde que era de uma empresa. Ainda bem que as pessoas explicam e têm uma identidade tão própria.

Beijinhos no sítio do costume
Almancil

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Alguém tem um guarda-chuva?


A vida não é nada simples:
Gaja - Queres combinar alguma coisa, hoje?
Gajo - Hoje, não sei bem que me apetece fazer. Queres jantar em casa, fora, ir beber um copo...
Gaja - Tanto faz. O que te apetece?
Gajo - Para mim tanto faz.
Gaja - A mim, também. Escolhe tu.
Gajo - Se me apetecesse alguma coisa, informava o que iamos fazer. Como tanto faz, para mim, estou a pedir uma ajudinha. - diz o macho a tentar marcar posição sem ser preciso escarrar para o chão (o chamado "macho civilizado").
Gaja - Pois tu é que sabes.
Gajo - Então, vai pensando e encontramo-nos às 21h.
Às 21h.
Gajo - Então? Que se faz?
Gaja - Oh, decide tu.
Gajo - Oh rapariga. Não te apetece fazer nada? Não tens uma opinião? Honra todas aquelas mulheres que deram o que tinham pela igualdade entre os sexos. - diz o gajo à espera que espevitar a gaja.
Gaja - E tu não sabes decidir? - numa tentativa de passar a pressão para o lado.
Gajo - Mas eu já dei hipóteses. Há alguma que te puxe mais?
Gaja - Parecem todas muito bem.
Às 21h30 ainda dentro do carro e a decidir:
Gajo - Agora, esquece comer em casa, que não se comprou nada e está a ficar tarde. Queres ir jantar a algum sítio?
Gaja - Preferia jantar em casa. - F******, C******...
Gajo - Agora, onde vou comprar alguma coisa? Só se formos ao jumbo, mas vamos jantar lá para a meia noite.
Gaja - Assim não. Bolas, não sabes decidir logo tudo? - tantos sacrifícios de tantas fêmeas para isto.
Gajo - Mas tinhas dito que desta vez eras tu a orientar a cena. - em tom de gozo, para desanuviar e mostrar que está tudo na boa.
Às 22h no macdonald's com um menu big mac, uma garrafa de água e vontade de lhe enfiar o guarda-chuva no cú e abri-lo.
Conclusão: a igualdade para as mulheres é como o cú. Têm, mas só usam para o que querem, dando sempre a ilusão que está à mão de "semear".

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Ah, Bom Velho Salazar


"Ah, Bom Velho Salazar" - é a típica frase com que o meu pai nos brinda durante o jantar e sempre que começa a rubrica sobre assaltos.
Vejamos, primeiro, um assalto a uma ourivesaria em que os donos são brutalmente agredidos; depois, uma violação seguida de roubo numa casa de uns turistas Ingleses; seguidamente, ocorre a descrição de uma violação em Lisboa; e, cereja em cima do bolo, uma assalto a um banco com tiros à queima-roupa, em que o segurança só não foi desta para melhor por milagre.
E as pessoas limitam-se a dizer, se dessem poder à polícia.
Parece-me que a policia tem poderes e atribuições suficientes. Agora, convinha era estarem onde são precisos. Andamos pela baixa de uma qualquer cidade e zero policia, acidentalmente aparece um “merdas” de um polícia municipal que anda à “caça”.
Às vezes não é necessário ter força mas saber demonstrá-la.
Bom, ninguém parece estar interessado na mulher que foi violada, o ourives agredido ou o tipo que, por morar junto de um bairro social tem de levar com violência diária.
O que representará a total ausência de Estado para proteger os seus nacionais?
Que é feito dos nossos partidos?
Pergunto: estaremos condenados a ser um Brasil?
No Courrier Internacional deste mês, a respeito da violência em cidades como S. Paulo, Rio de Janeiro, são descritos como origem da violência que descambou os pequenos assaltos a residências, bancos.
Dir-me-ão, “mas isso nunca acontecerá aqui”, pois bem, também era impossível ocorrer uma crise económica como esta.
Procuro um argumento contrário ao do meu pai.
Se alguém souber.
Abraço Bacante
Sardinha

terça-feira, janeiro 12, 2010

As Ferroadas


Sim, eu sei que vocês já devem estar à espera deste post há uns dias e que não vou surpreender, mas mesmo assim aqui vai.
Sim, vou falar do que toda a gente fala nestes últimos dias para fazer esquecer o assunto "orçamento de estado". Sim, vou falar sobre a vida sexual das abelhas na Patagónia. (como o autor ainda consegue surpreender)
Como é que a abelha consegue mandar as dela num sítio daqueles?
E se houver poucas fêmeas? (hum, o que virá aí?)
Começam a masturbar-se no arame farpado mais próximo, ou passarão os machos a "pregar ferroadas" uns aos outros (pronto, já deu início ao assunto da homossexualidade)?
Será que as abelhas passavam a ser homossexuais?
Mas lá não podiam casar. (brilhante como o autor dá a volta ao assunto para puxar para o casamento gay, mesmo quando toda a gente devia estar à espera de saber como acabaria na novela na colmeia)
Será que assistiamos a uma debandada das abelhas da Patagónia para Portugal?
Sim, para quem ainda não sabe, a lei sobre o casamento gay já foi aprovada. Já falta pouco para os homossexuais poderem casar em Portugal.
E todos nós sabemos o que isso significa.
Não, punheta, não é um incentivo para o aumento da comunidade gay em Portugal, se bem que não é mal visto:
-"Bolas, não há bilhetes para ver o jogo. E se nos enrabassemos para ver se gostamos? Dizem que quem experimenta, já não volta e agora até podemos casar."
Não me parece que deixe de haver bilhetes para os jogos de futebol, mas pelo sim, pelo não, é melhor passar a compra-los com antecedência.
A possibilidade dada aos homossexuais de se casarem é uma boa notícia, mesmo para os heteressexuais:
1 - caso seja um incentivo, os hetero passam a ter mais mercado junto do sexo oposto.
2 - bom para quintas e serviços de cattering.
3 - mais divórcios para alimentar os advogados.
Esta sim, é uma medida para impulsionar a nossa economia, até porque, assim que seja possível, começam a casar-se que nem umas doidas. É a chamada "tesão de mijo". Não interessa se acham que estão a casar com uma pessoa para ser sua companheira para sempre. O que interessa é usar o direito que há muito queriam.
Por isso, toca a casar, até porque todos sabemos que a vida de um casal passa a ser completamente diferente depois do casamento e ainda ganham mais um direito: o divórcio.
Hã. Que maravilha. Só ganhar direitos. Seus malandros.
Eu acho que o casamento gay vai ser como os centros comerciais. Todos querem ser os primeiros a experimentar no início, mas depois tudo volta à normalidade e alguns até ficam às moscas.
Tudo tem vantagens e desvantagens.
O último sismo do qual todos tanto falaram, por exemplo. É verdade que rachou umas paredes e tal, mas já imaginaram quantos pares de mamas foram abanados ao mesmo tempo?

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quinta-feira, janeiro 07, 2010

AAAAAAIIIIIIII, malvado


"Ai, Lelo..." - é assim que começa uma referência ao cigano, ou quando alguém quer imitar um cigano.
As pessoas associam aos ciganos as feiras, os acampamentos, as carroças, os putos nús a sorverem o ranho, os casamentos,...
Mas qual o maior mistério da raça cigana para o "não cigano"?
Eu respondo: as ciganas.
Sabemos que têm de casar virgens, têm de ter o cabelo comprido, mas será que só o cabelo da cabeça é que tem de ser comprido? Será que se depilam, ou são farfalhudas? E se se depilam, podem aparar a rata?
Esta era uma questão pertinente até há bem pouco tempo para mim.
Esta semana estava uma cigana na rua, sentada no chão, a pedir dinheiro. Até aqui nada de anormal.
Qual acham que era o truque para derreter os cubos de gelo que passavam ao seu lado e deixarem uma moeda? Um puto ao colo? Dois? Fazer uma cara triste?
Nada disso. Estava sentada no chão, de perna aberta e de saia ligeiramente levantada. Só não via quem não queria.
E não é que tinha saída?
De facto, as gajas são lixadas e os machos são mesmo estúpidos.
Um gajo paga para ver a Mona Lisa, porque não pagar também para ver a "Mona Rachada Pintelhuda"?
O saber abrir as pernas é uma arte e isso tem o seu preço.
Eu é que não dava para cigano. Casar-me com uma virgem? Deve ser. "Pára que está a doer" (dor de tomates certa); "Não ponho isso na boca. Parece nojento." (sempre a mesma merda); "Detesto nhenha. Se te vens na minha boca vomito-te em cima" (merda, tenho de procurar outra, ou ir às putas que até sai mais barato e é certinho); "no cú? Se o cagalhão que larguei ontem doeu, quanto mais uma merda dessas" (quem manda ser grande?)
O que é certo é que se eu fosse cigano tinha mais cabelo. Já viram algum cigano careca? Ah pois é. Nada como a sujidade para ganhar calo.

Mesmo assim deixo o conselho: passem as virgens a outro com mais paciência e aproveitem as ensinadas. Menos trabalho, outro conforto.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

terça-feira, janeiro 05, 2010

Dar e Receber


Olá, "famila".
Não, o alcool não deu cabo de mim. Aliás, como poderia estragar, se o alcool conserva?
"E ao quinto dia de passagem de ano, ele descansou e ingeriu um golinho de água" - palavra do senhor que me viu a beber água.
É verdade. E vejam só. Assim que engoli a água, engasguei-me logo.
Conclusão, a água não deve fazer assim tanto bem à saúde, uma vez que o corpo manifesta-se em sentido contrário.
Se te engasgares com o vinho, ou cerveja, ao ponto de sair pelo nariz (sim, também já aconteceu), só faz bem, porque desinfecta as vias respiratórias.
Com água, lava mas não desinfecta.
E que estranho é ver os únicos raios de sol do dia, apenas quando me vou deitar.
Desta forma, acordar de noite outra vez, é como se nunca tivesses saído da festa.
Sim, houve "mines", vinho e uma garrafa de bacardi para desenjoar a cerveja.
Boa música, pratos espectaculares (nem podia ser de outra forma, tendo em conta quem foi o cozinheiro) e o melhor de tudo, a companhia.
Mandem bocas, ao meu forno a lenha, seus cabrões. Mandem. O que é certo, é que o cabrão do javali ficou um mimo.
Enfim, bebedeiras à parte, tenho de falar numa coisa que também marcou esta época: as prendas de natal.
Ai Natal, coisa linda, amor e paz. Tudo bem, mas e as prendas?
O que seria do Natal, sem o chocolate e a peúga?
Aliás, as primeiras coisas que o Grinch roubou, foram as peúgas e os perfumes.
Mas essa época traz outros sentimentos, nomeadamente aquele que sentimos quando recebemos uma prenda de alguém que não estavamos à espera e para quem não compramos nada.
O que fazer?
Ir à pressa comprar qualquer coisa?
Embrulhar uma caixa de "ferrerro rochés"?
Ou agradecer e pensarmos: "Olha que maravilha. Esta é uma época de dar e não de receber."
Esta última alternativa é fantástica, sobretudo porque é aquela que nos faz poupar algum dinheiro na compra de algo sem significado só para dizer que também compramos.
O verso da medalha é que, provavelmente, deve haver mais pessoas com esta ideia, o que significa que podes ser alvo desta crença.
Mas o verbo "dar" é dos mais bonitos, senão vejamos: "dar amor", "dar prendas", "dar carinho", "dar uma mãozinha", "dar uma", "dar a pássara",...
E o que seria do verbo "dar" sem o verbo "receber": "receber amor", "receber prendas", "receber o cuzinho", receber um broche",...
Sim, acho que gosto mais do verbo "receber".

"Dêem" e "recebam" muito.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

domingo, janeiro 03, 2010

Cuidado ao cair!


Campanha publicitária patrocinada pelo hospital de Almancil devido à constante ocorrencia dos factos descritos no vídeo por um anónimo jovem advogado que desde o incidente do supermercado passou a sentir o mundo de outra forma.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Wrong, or right hole

Aqui vos deixo uma balada para ouvirem com aquela pessoa de quem gostam e querem ver ao vosso lado durante toda a vossa vida.
Pequenos enganos. E depois? Acontece.
Mas lembrem-se de não serem precipitados como o homem do videoclip.
O homem pensava que tinha feito merda, mas era na merda que ele devia ter ficado em vez de o tirar logo com medo de a assustar.
Mais. No cú, confiando na pessoa nem é preciso pílula, nem perde o efeito com diarreia. Antes pelo contrário, até ajuda.

O cú é como os buracos negros do espaço. Uns têm medo, outros têm curiosidade, mas todos ambicionam lá ir um dia.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sábado, dezembro 26, 2009

Curtas, mas grossas


Então, que tal de Natal?
Tiveram a sorte da prenda da mulher nua só com o barrete do pai natal? O mais parecido que tive com isso, foi lamber os bordos de um copo de brandy para aproveitar as últimas pingas, com o barrete do pai natal. Enfim, cada um tem o que merece.
Mais alguém acha que o cabrão do pai natal é de esquerda?
Um gajo com barbas de marx e vestido de vermelho, poderá ser de outro partido que não do PC?
"Ah, mas ele é uma criação dos americanos." - dirão vocês.
EEEEEEEEEEEEEEEEEE, deve ter sido criado por americanos comunistas ("americanos comunistas", que moca)
Continuando, como prémio de consolo, recebi um pack de peúgas brancas (sim, foi uma amiga da minha avó que mas ofereceu; não é mito), o tal ferrero rocher e o tal perfume acompanhado de uma camisa. O que seria do Natal sem estas prendas?
Qual é o problema das peúgas serem brancas? Ninguém gosta de peúgas desta cor, porquê? Só porque parece que tens o pé engessado? Ou porque parece que estás a imitar um estilo longínquo do Michael Jackson?
É também uma época de mensagens engraçadas sobre a vida sexual do pai natal e sobre as problemáticas do presépio.
No entanto, senti que este ano, o telemóvel teve menos impacto. Lembro-me de natais em que recebi "N" mensagens, precisamente na mesma época que recebia e mandava toques para telemóveis só para dizer que estava a lembrar-me daquela pessoa. Se, hoje, alguém me mandasse um toque, pensava "man, que foi isto? Ficou sem bateria, ou quê?".
Sinais de velhice?
Nem pensar. Sinal de evolução.
Mesmo assim, essa evolução tem contras.
Ligar para alguém que não atende, pode ser uma tortura, ou porque temos urgência em falar com a pessoa, ou porque queremos dizer "olá".
Aliás, não ligar logo a seguir pode ser um truque. "Vou deixa-lo/a suar um bocadinho que eu já ligo" - poderão alguns pensar.
Meus amigos, nada mais errado. Eu já usei esse truque e até pode resultar às vezes, mas estiveste a perder tempo com uma táctica que tem mais probabilidade de arrefecer, ou aborrecer a outra pessoa. Para quê? Durante esse tempo, podias estar a receber uma chamada para tóquio, mas não, vamos lá deixa-la suar.
Podias tê-la contigo, de cabelo solto, com um fio dental altamente, mas em vez disso estás a deixar passar tempo e ocupas-te a ver telesivão para transmitires a ideia de castigador. Please.
Fio dental.
Ontem, esse tema foi abordado num jantar com amigos.
Porquê chamar fio dental a um pedaço de tecido que serve para aconchegar a rata e enfiar a outra parte entre as nalgas?
Não teria mais lógica chamar-lhe "fio conal".
"Fio dental" é para os dentes.
Desde quando o cú tem dentes? Hum, um cú com dentes para dar dentadinhas. Hum.
Voltando. O mais parecido são os lábios da "passarola", mas não se justifica.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Feliz Natal


Feliz natal, "famila".
O que é o Natal, afinal?
O Natal é família, bacalhau, prendas, amor, pai natal, vinho, conhaque, mulher nua só com o barrete do pai natal, "Sozinho em casa" na televisão, Natal dos hospitais e episódio especial dos morangos com açucar.
Há pessoas qu edesejam um "santo natal".
Não desfazendo, mas que é isso? "Santo Natal"? Estarão a desejar um natal sem ripadas? Ou um Natal com santas ripadas?
Enfim, acho que prefiro o "feliz natal".
Resumindo e evitando o caminho das sms engraçadas desta altura do ano, Feliz Natal, punheta, para todos os que acompanham e para os que não acompanham este blog (para os que não acompanham visto que não o estão a ler tenho a dizer uma coisa: toscos, como é possível não acompanharem este blog) e tentem festejar e beber mais do que eu. Eheheh.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Defecar


Ora aqui está uma mensagem perfeitamente perceptível por todos.
O autor é, de facto, extraordinário.
A forma como compila a experiência de campo, com a teoria, finalizando com o senso comum.
Muito bom, sim senhor.
O ritmo também não foi escolhido ao calhas.
É aquilo a que chamo de "ritmo do tarolo" - com calma, devagarinho para não arranhar as paredes e de forma relaxante.
Há pessoas que sentem prazer no acto de evacuação, outras pouco sentem, porque em vez de cagar, deixam cair, outros vão caiando as paredes e outros como eu, apenas sentem alívio.
Porquê alívio?
Porque põe o fim a uma aflicção, a qual, por vezes, nos dá suores frios e perda de força nas pernas (sim a força tem de estar nas zona das nalgas e as pernas são secundárias).
E tu? Do que serias capaz para ter uma sanita, ou um arbusto ramudo, quando tens o maganito à porta e com as nalguinhas quase dormentes com força que estás a fazer?
Uns dirão que davam uma fortuna, outros fariam outras coisas menos próprias. Eu, hum, se tinha de dar alguma coisa exagerada por uma sanita, ou por um arbusto ramudo, simplesmente procurava uma árvore. Se não houvesse, os meus boxers são justos e acho que aguentavam o peso até casa.
E vocês perguntam: "Mas de que estás a falar?"
E eu respondo: "De merda, claro."

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Sítios cheios como um ovo


Há muita gente que gosta de sítios cheios. Quando falo de "sítios" falo de bares, discotecas,... locais de convívio, vá.
Eu próprio gosto de ir a estes sítios e de vê-los compostos, com muita gente, mas de forma a conseguir mexer-me para além dos olhos.
Quando está uma multidão dentro de uma casa, tudo bem que podemos dar umas apalpadelas, levantar a mão para coçar a cabeça e lá se sente mais uma maminha,... e isto é bonito, mas e o resto?
E não conseguir chegar à bica da cerveja? Querer beber um copo com os amigos e o mais parecido que se consegue é sentir o cheiro dos copos dos outros, ou de um arroto perdido, ou mesmo a vodka que nos entornaram por cima?
Mas há pior (para mim, claro).
E por pior, entendo que seja um sítio com muita gente, onde se consegua chegar à bica, ou à grade.
Estranho? Nada disso.
Um gajo pede uma cerveja. Mas não se vai ficar por aí (a não ser que seja um preço enrabador). E continua a pedir.
A certa altura, a cerveja diz que tem de sair e o Zé Tolas pede para falar contigo a sós. Vais para um sítio, o qual chamo carinhosamente de "casa de banho", WC para os amigos, onde possam estar mais à vontade.
No entanto, a merda do bar está cheio e só consegues ter espaço para pedir copos (está bem, fiquei encostado ao balcão e depois?). Há fila para a casa de banho dos homens (onde nós já chegamos).
Algum dos machos que esteja a ler isto sabia que quando há fila para a casa de banho devemos ir logo para a fila antes de estarmos aflitos? Eu já sei, graças a duas, ou três pinguinhas.
Ah, finalmente, chega a nossa vez. Entro na casa de banho e reparo que existe um urinol comunitário. Please. Eu sou de direita. Eu gosto de urinar à vontade para o meu urinol sem ter gajos encontados à esquerda e à direita a tentar ganhar "espaço de mijo". Mais, para este acto, é preciso descontrair. Como é que se descontrai com cabrões a empurrar para ganhar posição?
Aquela merda lá acalma e depois de muitos entrarem e sairem da casa de banho, lá fico com mais espaço. É agora. É merda. Chega um bêbedo que empurra a porta e dá-me com ela na mona. O Zé Tolas contrai outra vez.
Tento pensar que estou a urinar para a cara de alguém que gosto menos. Eheheh. A imagem é linda, mas continuo sem conseguir, porque o bêbedo está a comparar tamanhos. Depois começa-se a abanar e a regar o urinol todo. Sim, senti uma pingunha na minha mão esquerda. AAAAAAAAAHHHHHHHHHHH.
Chega. Vou para a sanita que finalmente ficou desocupada. Man, que cheiro. O gajo que esteve ali antes estava morto e ainda ninguém lhe entregou a certidão de óbito.
Não consigo. O cheiro está matar-me. O cú daquele cabrão deve estar ligado às câmaras de gás do canil da zona.
Com tanta merda, saio da casa de banho, porque parece que a vontade passou. Chego ao pé do pessoal e já tenho uma imperial à espera. Começo a beber. Volta a vontade. Merda. E agora?
Não consigo falar. Só sorrio. O pessoal pensa que estou bêbedo e que estive a fumar uma ganza na casa de banho pelo tempo que demorei.
Volto à casa de banho. Mais uma tentativa. Impossível. Não havia fila, mas os empurrões continuam. Não consigo concentrar-me.
Saio. O pessoal olha para mim com cara de preocupado e da ganza passam a pensar que tanta casa de banho deve ser coca.
Um deles está muito bêbedo e quer ir para casa. Salto logo para a frente e digo que o vou levar a casa.
Sinto o olhar preocupado de todos fixado em mim e nele, como se fosse leva-lo para maus caminhos.
PORRA, só quero mijar, punheta.
Lá saimos. Na viagem de carro, parece que tenho um garrafão de 5 litros dentro de mim, que chocalha a cada lomba que apanhamos.
Chego a casa. Salvação. Mijadela com peidaria. Ah, que alívio. Quero lá saber se estão gajas em casa, ou se o autoclismo está entupido. As gajas têm orgasmos múltiplos? Pois, eu estou a libertar mijo acumulado de horas. Ahahah. Vejam se batem esta sensação e com mesma duração de alegria.
E pronto, lá se acabou uma linda noite de ramboia com os amigos em que estou na cama a pensar no que teria sido se eu tivesse mijado antes e onde descobri que existem pessoas que conseguem urinar a dois metros do urinol.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Bidés e borbotos


Pessoal, amigos no geral, cabrões no particular,
Hoje venho falar de algo que ultrapassa a compreensão do ser humano. Sim, estou a falar do "bidé".
É verdade. Essa louça da casa de banho pouco, ou nada, usada, mas a qual tem de estar presente nas nossas casas de banho.
Para quê, pergunto eu?
Para lavar os pés? As partes baixas? O cú? A cabeça?
Isso, para mim não é banho checo, é lavar por partes, como fazia a minha bisavó, mas a sra. não sabia o que era uma banheira.
Sabem o que é uma banheiras, utilizadores de bidés?
Enfim. Mas se a minha casa de banho não tiver bidé, vou ouvir merdas como:
-"Man, não tens bidé na tua casa de banho? Ahahah." - mesmo que o cabrão que está a rir não o utilize na sua casa.
Ou seja, o bidé é como a Linda Reis. Toda a gente sabe onde está, para que serve, mas ninguém lá vai a não ser por extrema necessidade.
Ontem, um gajo passou por mim e disse:
-"Olá, está tudo bem?" - e continuou a andar.
Para quê a porra da pergunta se não estava interessado na resposta?
-"Olha, nem por isso. Tenho um pêlo encravado entre as nalgas, mas custa-me virar o cú para o médico e afastar as bochechas, porque sogre de gases." - já o "perguntador" estaria a uma distância de 100 metros e a cagar para se estava bem, ou não.
Mas as pessoas fazem perguntas assim sem querer saber a resposta. Por que não ficam pelo "olá"?
E porque motivo alguém fica ofendido se lhe chamarem o nome de um animal, como por exemplo "camelo"?
É porque está a dizer que tem as bolas em cima das costas? Estará a dizer que o gajo é peludo? E se lhe chamasse "peluche"? É porque o camelo é montado por pessoas, ou porque caga às bolinhas?
Enfim, vai-se lá perceber o que as pessoas querem dizer.
Se alguém nos chamar "cara de cú", devemos ficar lixados?
O que é um cú? Não Sengo, não é para comer. Aliás, também, mas não é o caso.
Estaria a pessoa a dizer que temos um buraco quente e sujo na cara? A isso chamo de nariz com macacos.
Estará a referir-se às nalgas e diz que a nossa cara é redonda e macia, ou que é flácida? Estará a falar de algum cú em especial?
Isto é ofensivo, se gostarmos de cús?
Enfim, alguém instituiu que estas e outras expressões eram ofensivas e pronto.
No entanto, admito que chamar cabrão, ou algo semelhante a alguém que me irrita é libertador.
E perguntam-me vocês:
-"Oh cabrão, ofendes-te se te chamar "filho de corno?"
Não percebi que merda de pergunta vem a ser essa, mas fiquemos por aqui.

Beijinhos no sítio do costume.
Almancil